segunda-feira, 26 de outubro de 2020
"Ludmyller J. Buss (CRP: 10/06236) é graduado em Psicologia pela Faculdade de Sinop, possui experiência nas áreas de Psicologia Clínica, da Saúde e Hospitalar, atuou como Psicólogo do Hospital Municipal de Novo Progresso e Coordenador da equipe de Planejamento Familiar. Coordenador do e-NASF. Psicólogo nas Cirurgias de Laqueadura e Vasectomia. Especialista em Docência para o Ensino Superior Especialista em Saúde Pública Especializando em Saúde Mental Especializando em Psicologia do Trânsito Fase de Credenciamento na PF para Avaliação para porte/ posse de arma de fogo. Psicólogo no Centro de Imagens Novo Progresso (CINP). Linha de pesquisa voltada ao Estresse Ocupacional."
terça-feira, 13 de outubro de 2015
Elisabeth Kubler-Ross
Nascida na Suíça em 8 de
julho de 1926, Elizabete se formou em medicina e psiquiatria, apaixonada pela
sua profissão, e tendo um percepção de mundo totalmente diferenciada, podendo
ate mesmo ser considerada uma verdadeira inovadora. Elizabeth mudou totalmente
a forma de ver um paciente, e principalmente um paciente no estado
terminal.
Elizabeth trouxe consolo
para muita gente no leito de morte, ela mudou totalmente a visão das pessoas
que estavam passando por esta experiência.
Através de seus vários livros e muitos anos de trabalho com crianças,
pacientes de AIDS e idosos portadores de doenças fatais, teve sua atenção
despertada para os pacientes portadores de doenças incuráveis e em fase
terminal, percebendo que estes pacientes ficavam praticamente sem atenção em
seus dias finais, já que para a medicina convencional já se haviam esgotado
todas as suas possibilidades de terapêutica e cura, para aqueles pacientes.
Dentro deste conceito,
aqueles pacientes que estavam no estado terminal, eram considerados como
fracaço da ciência. E então a visão que se tinha destes pacientes era a de que
eles iam morrer e que não adiantava fazer absolutamente nada. Então o trabalho
de Elizabeth foi o de reunir estes pacientes em estados terminais, e fazer com
que eles expressassem seus maiores medos, suas angústias e todos os seus
sentimentos, sem qualquer obstáculo ou limitação.
E então, não demorou
muito tempo para que as salas estivessem repletas de pacientes em estado
terminal, de seus parentes, de enfermeiros e de outros médicos que estavam
surpresos com os resultados que tiveram. Alguns pacientes paravam de tomar seus
soníferos e seus tranquilizantes, passando então a se sentir bem e tranquilo, alguns
pacientes melhoraram de suas doenças e então, podiam ir embora ate mesmo sem
nenhum trauma por ter passado pela experiência de quase morte. E algo
significante era que a qualidade de vida dessas pessoas se tornava muito
superior.
O mais importante que
podemos ver era que quando os pacientes em estado terminal estavam chegando
perto da morte eles não tinham mais medo, e sentiam-se em paz. O trabalho de
Elizabeth foi algo marcante em toda a ciência, revolucionando a forma de
enxergar os pacientes, trazendo-lhes conforto na hora da morte, trazendo
melhoras significantes, curas, e abrindo uma nova forma de trabalho.
Com a iniciativa de
Elizabeth surgiram novas formas de ver a morte, ela trouxe para os doentes a
aceitação, fazendo com que eles pudessem se superar e acreditar que estariam em
paz, mesmo se morressem e se sobrevivessem obtendo a cura. Muitos médicos
ficaram surpresos com as melhoras obtidas. Muitos manifestaram a vontade de
ajudar em seu trabalho. E a partir deste momento, e ate os dias atuais, so vem
desenvolvendo esta forma de tratamento, e cada vez mais vem se obtendo
resultados surpreendentes. Esse
trabalho, chamado de Tanatologia foi se espalhando pelos Estados Unidos e pela
Europa e hoje existem centenas de centros, nas mais diferentes formas, para
esse tipo de atendimento, para o aconselhamento na doença, no sofrimento, nas
perdas e no luto.
Elizabeth morreu em 24 de agosto de 2004.
Motivação para o Crescimento e Psicologia Positiva
Somos motivados internamente, muitas
vezes intrinsecamente e outras vezes intrinsecamente a realizar nossas tarefas diárias a fazer diversas coisas, a motivação nos tira do estado de conforto ou
nos introduz nele. Na psicologia humanista e enfatizada a ideia de que
potencialidades inerentes, holismo e esforços em direção a uma realidade
pessoal. A psicologia humanista trata na identificação e no desenvolvimento do
potencial humano. A psicologia positiva trata da saúde mental das pessoas e o
modo com que elas vivem a vida. O nome holismo vem de “inteiro” relacionando
então com o estudo do que e saudável ou não fragmentado. A psicologia humanista
trata de descoberta do potencial humano e do encorajamento de seu
desenvolvimento.
A pedra angular da compreensão de Maslow diz que a motivação podem
constutuir em cinco grupos. Maslow diz
em sua pirâmide das necessidades que o ser humano precisa das necessidades
básicas para haver uma realização interna, psicológica, pessoal. Na base da pirâmide se encontra as
necessidades fisiológicas, logo após vem as necessidades de segurança e
proteção, seguido de necessidade de amor e pertencimento, logo após vem
necessidade de estima, e por ultimo as necessidades de auto atualização.
Maslow criou uma distinção entre necessidades por deficiências e
necessidades de crescimento. A contribuição Maslowiana para o estudo
contemporâneo da motivação não esta na hierarquia, mas sim sobre o modo com que
as pessoas deixam de se auto atualizar e as atividades que elas possam tomar
para encorajar seu crescimento pessoal rumo a sua alto atualização.
Roger acreditava em uma tendência atualizaste, aonde agrupava e
atualizava todos os outros motivos de modo a servir ao proposito coletivo de
aprimorar e atualizar nosso self. Quando as pessoas passam da avaliação
organismica para as condições externas de valores adotam fachadas rejeitam ou
negam características, preferencias e crenças pessoais.
A psicologia positiva e um novo
campo que esta surgindo na psicologia, busca articular a visão da vida boa e
emprega os métodos empíricos da psicologia para compreender o que faz com que a
vida valha ser vivida. O assunto principal da psicologia positiva e a
investigação de experiência positivas subjetivas, como bem estar, contentamento,
satisfação, gosto em participar, esperança, otimismo, fluxo, competências,
amor, paixão pelo trabalho, coragem, perseverança, autodeterminação,
habilidades interpessoais, talento, criatividade, originalidade, autenticidade
visão do futuro, sabedoria, responsabilidade interpessoal, boa cidadania,
altruísmo, tolerância e civilidade, uma forte ética de trabalho e preocupação
com o bem estar alheio.
As orientações de causalidade refletem a extensão da autodeterminação na
personalidade e tratam das diferenças de compreensão das pessoas sobre aquilo
que causa ou regula seu comportamento. Para a pessoa cuja orientação e de
causalide de autonomia, o comportamento surge em resposta a necessidade e
interesse com um senso integral de escolha pessoal. Já para as pessoas cuja orientação e de
causalidade de controle, as orientações internas são relativamente ignoradas.
A auto atualização e um empenho desenvolvimental inerente. E um processo
que deixa para traz a timidez, as avaliações defensivas e uma dependência dos
outros que anda de mao dada com o processo paralelo: caminhar em direção a
coragem de criar, e avaliar realisticamente, e da autonomia.
Um forte comprometimento com as condições sociais de valor conduz a
pessoa a um processo de busca de validação pelos outros. As relações
interpessoais caracterizadas por calor humano, pela genuidade, pela empatia,
pela aceitação interpessoal e pela capacidade do outro para a autodeterminação
fornecem o clima social que da apoio ótimo a tendência atualizante em outra
pessoa.
Então sabendo disso, a Psicologia positiva examina a saúde das pessoas e
suas qualidades de vidas, ela busca construir os pontos fortes e as
competências das pessoas, fazendo desses pontos fortes e dessas competências o
seu tema de estudo.
sexta-feira, 26 de setembro de 2014
Conceito de Impulso e Incentivo na Concepção de Motivação de Clark L. Hull
Em 1918 Woodworth definiu o conceito de
impulso como uma força interna que motiva o comportamento. O modelo de Hull foi
baseado na concepção de impulso aprendido ou inato que então motiva
automaticamente o comportamento. Biologicamente temos privações inatas como
alimentos, um déficit deste tipo ameaça a sobrevivência do organismo e o impulsiona
a fazer um ajustamento para restabelecer um estado de normalidade do sistema biológico.
Ou seja, o individuo e motivado a reduzir o déficit dessa privação
reestabelecendo então seu equilíbrio.
Além de privação de alimentos, ruídos
ambientais também podem ser fontes inatas de impulsos. Mesmo eles não
representando ameaça, podem ser aversivo. Assim, impulso pode ser induzido por
circunstâncias intensas, que são aversivas embora não representem uma ameaça à
vida.
E ainda além de fontes inatas de
impulsos, Hull disse que ruídos ambientais podem ser comparáveis com
condicionamento clássico. De acordo com que Hull disse podemos ver então que pistas
ambientais associadas com condições antecedentes que produzem um estado de
impulso inato adquirem a capacidade de induzir elas próprias o estado de
impulso. Sendo assim, estas pistas causam uma ativação interna, motivando o
comportamento sem a presença de estímulos inatos de impulso.
Quando o individuo e estimulado por
fontes inatas ou aprendidas ele e motivado a reduzir o impulso. Segundo Hull a
redução do impulso e recompensadora e tendem a ficar associado ao estado que o
individuo estava. Hull disse que a força do Hábito e permanente e não pode ser
diminuída apenas aumentada, o fracasso do hábito em reduzir o impulso resulta
num estado permanente chamado inibição condicionada. A inibição condicionada é
específica ao hábito mal sucedido e serve para se contrapor à sua força
excitatória. Se este comportamento for bem sucedido em reduzir o estado de
impulso, sua força de hábito é potenciada sendo então eliciado da próxima vez
em que o organismo estiver motivado.
Hull diz que quanto maior e melhor a
recompensa maior a redução do impulso, e então isso faz com que o habito fique
mais forte e maior. Crespi entre outros desafiaram esta suposição que constatou
que mudanças na magnitude da recompensa produzem uma rápida mudança no desempenho
de ratos numa pista para obter alimento, rápidas demais para ser explicadas por
alterações na força de hábito.
O aumento ou a diminuição de velocidade
devido ao aumento da recompensa indicaram que as mudanças no comportamento
foram devido às mudanças na motivação e não divido a força de habito como Hull
dizia. Então através destes resultados obtidos Hull alterou seu modelo
incluindo o conceito de motivação de incentivo, baseado na magnitude da
recompensa.
Apesar de haver muitas diferenças entre
as formações de Hull e Freud, existem muitas semelhanças nas conclusões de seus
estudos sobre comportamento motivado.
Ambos eram deterministas. Assumiam que
os comportamentos tinham causas e que as causas podiam ser determinadas. Os
dois acreditavam que leis fisiológicas e psicológicas eram complementares. Ambos
consideravam que a meta básica do comportamento era a manutenção de um estado
de equilíbrio interno. Os dois acreditavam no princípio do hedonismo, isto é,
que o comportamento é guiado pela obtenção do prazer e evitação da dor. Hull
era muito influenciado por Thorndike e achava que o reforçamento fornecia a
base necessário para o estabelecimento de conexões estímulo-resposta. Ambos
eram influenciados por Darwin e buscavam o significado funcional das ações.
No entanto, definitivamente Hull não propõe a dominância
especial de qualquer impulso, como sexo, sobre outros impulsos, como Freud.
Saúde Mental no Contexto do Sistema Suplementar de Assistência à Saúde: avanços e desafio
O estudo fala das politicas de saúde mental que
foram feitas pela agencia nacional de saúde suplementar/ ANS, dentro da
assistência que foi dispensada pelos planos que eram privados da assistência a
saúde. Com a consolidação da reforma
psiquiátrica no Brasil, o SUS Sistema Único de Saúde foi palco de uma grande
transformação no que diz respeito a saúde mental. Essas mudanças buscam
garantir ao usuário do sistema a recuperação e a manutenção de sua saúde por
meio de sua reintegração à convivência social, respeitando os seus direitos
como cidadãos.
O serviço de saúde mental no Brasil pode ser gratuito
quando o estado se encarrega de pagar, e também privados quando a própria
pessoa se encarrega de pagar o tratamento.
Ou quando financiados por operadoras de planos de saúde, o que se
denomina de sistema suplementar de saúde. No sistema de saúde que e pago pelas
operadoras de planos, as pessoas pagam uma mensalidade estabelecida através de contrato,
que fica então responsável pela assistência quando necessária. No sistema
operado pelos planos de saúde, o tratamento dado à saúde mental é recente. A
preocupação com essa área começou a surgir em meados de 1998, com a publicação da Resolução do Conselho de Saúde Suplementa/ CONSU.
O sistema
suplementar de saúde caminhava lentamente, repetindo trajetos iniciais
fracassados do sistema público de saúde, como a marginalização dessa área de
atenção à saúde e a pouca ênfase dispensada no contexto dos instrumentos
normativos do setor. Nessa perspectiva, verifica-se que o tratamento dispensado
à saúde mental nas regulamentações da saúde suplementar vigentes não só foi
influenciado pelas práticas assistenciais costumeiras da época, como também
influenciou a assistência à saúde mental nos períodos que se seguiram a sua
publicação.
Assim, se
hoje a assistência à saúde mental no âmbito do sistema privado de saúde possui
uma configuração desalinhada com as políticas ministeriais, tal constatação é
um produto do desenvolvimento e evolução das políticas de saúde mental
capitaneadas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar – ANS.
Dessa
forma, analisa o modelo de regulação econômica e assistencial do setor
suplementar, a forma de atuação da ANS como organismo regulador e o tratamento
dispensado à assistência à saúde mental nos normativos emanados pela Agência.
Concluiu-se que, apesar de avanços como a obrigatoriedade de cobertura para
todas as doenças listadas na CID-10, a inclusão do tratamento das tentativas de
suicídio e das lesões autoinfligidas, o atendimento por uma equipe multiprofissional,
a ampliação do número de sessões com psicólogo, com terapeuta ocupacional e de
psicoterapia, e a inclusão do hospital-dia na rede credenciada da operadora, a
assistência à saúde mental ainda é pouco normatizada pelos regramentos vigentes
no sistema de atenção à saúde suplementar, existindo muitas lacunas a serem
preenchidas. A regulamentação dos mecanismos de coparticipação e franquia, a
coparticipação crescente como limitador da internação psiquiátrica sem o
repensar em uma rede substitutiva e a limitação do número de sessões de
psicoterapia de crise são alguns dos desafios colocados para a ANS, no sentido
de que esta cumpra realmente o seu papel institucional de promoção da defesa do
interesse público na assistência suplementar à saúde.
terça-feira, 23 de setembro de 2014
O Que e Ética
Ética Alvaro L.M. Valls
O autor inicia o livro
buscando entender quais os problemas do estudo da ética, a divisão didática
deste estudo em dois campos: nos problemas gerais e nos problemas específicos, colocando
que é uma divisão acadêmica já que na vida real não existe separação. A ética
pode ser o estudo das ações ou dos costumes, e pode ser a própria realização de
um tipo de comportamento. Tradicionalmente ela é entendida como um estudo ou
uma reflexão, científica ou filosófica, e eventualmente até teologia, sobre os
costumes ou sobre as ações humanas. A ética em cima do capital, da moral
religiosa, ou mesmo das relações interpessoais é variável de acordo com a
sociedade e o tempo em que esta se desenvolve.
Para Aristóteles a
questão não é tão teórica, mas um pouco mais pratica, sem deixar de utilizar a
contemplação e a base da busca do bem ele demostra que o bem é especifico de
acordo com o grau de complexidade do ser, neste sentido a ética de Aristóteles
surge com um fim, então para o homem a busca do bem era algo que envolvia diversas
esferas e diversas buscas. É importante lembrar que esta visão parte de uma
sociedade escravocrata em que os escritos foram pensados para uma aristocracia
que não trabalhava e tinha tempo de sobra para se dedicar as artes
contemplativas.
O pensamento grego é
representado por três importantes filósofos. O ideal de Sócrates já foi citado,
para continuar seus estudos Platão os sistematizou e colocou sua visão de busca
pelo bem e pela felicidade, felicidade entendida como prazer como sabedoria
pratica e como verdade, não há idéia de felicidade contemporânea. Para isso o
homem tinha de ser virtuoso sendo uma imitação ou uma assimilação de Deus e
existiam as virtudes principais: Justiça, Prudência ou Sabedoria, Fortaleza ou
Valor e Temperança. O autor relaciona conceitos éticos e morais com a expressão
religiosa que parte desde o culto grego as forças da natureza e a criação dos
deuses. As religiões ligadas ao judaísmo e ao cristianismo tem na vontade de
Deus o seu encaminhamento.
O individuo é colocado
em segundo plano, este tipo de relação dá a sociedade uma ênfase no processo
moral, Deus é um espelho de perfeição a ser seguido. O problema com as questões
sexuais também veio a tona principalmente através da doutrina católica. A busca
por um ideal ético pode possuir diversas respostas para Platão, Aristóteles e
Sócrates a busca da felicidade era o principal objetivo, no Cristianismo os
ideais éticos se identificam com os religiosos. O renascimento e o iluminismo
trouxeram acentuou o aspecto da liberdade individual. Já em Hegel o foco das
idéias de ética recaem sobre a noção de estado. O pensamento social e dialético
na vida social mais justa. E na reflexão do século XX a idéia é de que a
sociedade não se comporta de forma imoral, mas sim amoral. A questão da
liberdade é discutida partindo das idéias de determinismo e de liberdade,
existindo diversas definições de determinismo de acordo com o momento vivido,
mas ele é contrário a ética, da mesma forma o extremo oposto do determinismo
também nega sua função ética, nesse meio o poder da vontade, o chamado
idealismo também não pode ser considerado como um meio ético já que este é
teórico de tal forma que não consegue se enquadrar no homem real. O autor fala
que em Hegel a questão da liberdade é amplamente discutida, chegando a
conclusão que ela se desenvolva na consciência e nas estruturas. A sociedade e
o estado moderno neste contexto está intimamente ligado a questão da liberdade.
Neste sentido para Marx existe uma luta constante com a natureza uma tentativa
de dominação da mesmo, há um ideal em cima da técnica e não da ética o que esta
sendo reestudado pelos pensadores contemporâneos Comportamento Moral – O bem e
o Mal
Os dois extremos o bem
e o mal são partes de um mesmo estudo a ética esta ligada a idéia de bom a
tentativa de evitar o mal, neste meio tempo surgem novos estudos de moral, o
surgimento da imprensa é o agente catalisador desta situação e resulta na
preocupação com a autonomia moral do individuo.
Temos o direito natural
em contraposição ao direito divino, Kant é o expoente desta dicotomia em que a
busca de descobrir cada homem uma natureza igual, porém livre. Por mais que
variem os enfoques filosóficos ou mesmo as condições históricas, algumas noções,
ainda que bastante abstratas, permanecem firmes e consistentes na ética. A
ética contemporânea aprendeu a preocupar-se com o julgamento do sistema
econômico como um todo. O bem e o mal não existem apenas nas consciências individuais,
mas também nas próprias estruturas institucionalizadas de um sistema. Antigos
compêndios de moral, de inspiração católica, ainda afirmavam, há cinquenta
anos, por exemplo, que o socialismo seria intrinsecamente mau, enquanto o
capitalismo permitiria corrigir os seus erros eventuais. Hoje dificilmente um
livro de ética teria a coragem de fazer uma afirmação deste tipo
Na ética hoje alguns
aspectos são interessantes, a colocação da famíllia na idéia de ética, questões
de fidelidade, de amor, relacionadas a sexualidade como nos casos do celibato,
feminismo e da homossexualidade. Exigindo uma reformulação doutrinária dos
estudos. Em relação ao Estado, a liberdade do individuo só se completa com a
liberdade de um estado livre e de direito. O estado só é livre se todos os
indivíduos que o fazem também sejam livres. Hoje a imprensa tem poder, a
dominação econômica, as massas podem ser dominadas mentalmente através da
disseminação de informações diretas que definem e direcionam a população para
um determinado caminho.
quinta-feira, 12 de junho de 2014
A psicologia no Brasil no século XX
E bem clara a preocupação com os
fenômenos psíquicos no século vinte. A partir da década de 1930, é verificada
uma intensa preocupação na área, que se diversifica em varias abordagens, e
campos de atuação. Da então para se destacar que foi este o momento em que a
psicologia crava seus pés e firma-se como ciência.
Após a aprovação da lei N: 4.119/62 tendo sido a psicologia reconhecido
como profissão, são criado seus primeiros cursos regulares, por volta de 1968
concretizou a profissionalização da psicologia. A psicologia teve uma grande
força na educação, pois com seus conhecimentos se aflorando quase sempre eram
ela a “dona da verdade” e que ocupavam os cargos de destaque bem vistos na
sociedade da época.
Em 1906 foi criado o primeiro laboratório de psicologia no Brasil.
Planejado por Binet em Paris, e com a colaboração de Manoel Bonfim que foi o
dirigente deste centro por cerca de quinze anos. Bonfim considerava o psiquismo
como um fenômeno de caráter histórico-social, devendo ser estudado segundo o
método interpretativo, dando olhares à imensa obra humana, formada e forjada ao
longo da história.
As escolas normais foram também bases para o ensino de psicologia, e
continuavam sendo após os anos 30. Pois foram os alicerces para as cessões de
pedagogia das faculdades de filosofia, ciência, e letras. Nas quais a
psicologia se estabeleceu como matéria de ensino superior.
Como no século dezenove, as faculdades de medicina e os hospícios foram
os principais elaboradores das ideias psicológicas. Muitas dessas foram
adquirindo força e contorno. As quais qualificavam propriamente como
psicologia, mesmo estando se distanciando da medicina e se diferenciando das
estruturas estudadas, teve ela uma grande influencia nos estudos de processos
mentais.
Alguns hospícios da época também tentavam se dedicar aos estudos de
produção de conhecimentos em psicologia, principalmente com a instalação de
laboratórios. Num belo resumo podemos dizer que a medicina tal como no século
dezenove, continuou sendo um importante solo para o desenvolvimento da
psicologia, com a criação de laboratórios, cursos, encontros.
Dessa forma e possível dizer que a
psicologia nessa época ganhou espaço no interior da medicina, embora dela
começasse a se separar adquirindo contornos de ciência. Também podemos citar,
que a preocupação dos estudiosos da época estava relacionado à quantidade de
problemas psíquicos, que colocavam então a ciência na parede, e então eles eram
obrigados a estudar os processos mentais. Tais eram esses que os deixavam de
sem chão, pois os conhecimentos da medicina não eram bastante para
desvenda-los.
A aplicação da Psicologia aparece em seguida,
demonstrando que sua profissionalização vinha sendo gestada com a ampliação
cada vez maior de seu campo de atuação, abrangendo a educação, a aplicação à
organização do trabalho e à clínica. Podemos destacar que muitas das aplicações
à organização do trabalho e à clínica tiveram suas origens em conhecimentos,
práticas e demandas relacionadas à educação.
Muitos foram os trabalhos realizados em
educação, dentre os quais: as atividades realizadas no serviço de Psicologia
Aplicada do Instituto Pedagógico da Diretoria de Ensino de São Paulo, sob a
responsabilidade de Noemi Silveira; a fundação da Sociedade Pestalozzi de Minas
Gerais, em 1932, por Helena Antipoff, inaugurando o atendimento educacional aos
portadores de deficiências em escala mais ampla; a criação de uma “Escola para
Anormais” no sanatório de Recife, em 1936, por Ulysses Pernambucano; a fundação
do Inep, no qual foram implantadas seções de seleção e orientação profissional
e psicológica aplicada; a instalação da Clínica de Orientação Infantil/Seção de
Higiene Mental da Diretoria de Saúde Escolar da Secretaria de Educação de São
Paulo, por Durval Marcondes, e a Clínica de
Orientação Infantil do Rio de Janeiro, sob a responsabilidade de Arthur
Ramos, ambas em 1938. Houve, em 1940, a fundação da Fazenda do Rosário, por
Helena Antipoff, com a finalidade de educar crianças da zona rural, além de
crianças excepcionais e abandonadas; Com base num
método centrado na atividade espontânea da criança; em 1944, foi institucionalizado
o Departamento Nacional da Criança e fundada a Sociedade Pestalozzi do Brasil,
e ambas as instituições contaram com a participação ativa de Antipoff; em 1947,
foi criado o Instituto de Seleção e Orientação Profissional – Isop/FGV, que se
dedicava também à orientação educacional e profissional. Poppovic desenvolveu
trabalhos com “crianças abandonadas” no Abrigo Social de Menores da Secretaria
de Bem-Estar Social do Município de São Paulo, cabendo aos psicólogos também
colaborar no planejamento educacional; foi ela também a responsável, em 1953,
pela criação e a organização da Sociedade Pestalozzi em São Paulo; no Ippuc/SP,
sob a direção de Poppovic, realizaram-se serviços de medidas escolares,
pedagogia terapêutica e orientação psicopedagógica.
Muitas das atividades acima relatadas têm
interfaces explícitas com atuações no âmbito do trabalho e da clínica. Além
disso, muitas instituições estritamente educacionais desenvolviam trabalhos
relacionados à Psicologia.
Outro elemento que se mostra com clareza é o
número significativo de referências à aplicação da Psicologia na organização do
trabalho. Esse fato pode ser interpretado como relacionado ao desenvolvimento
do processo de industrialização do país, sobretudo num período em geral dominado
pela ideologia do Nacional-desenvolvimentismo, caracterizado pela intervenção
do estado na economia, com a meta de substituir importações. Esse fato, de
certa maneira, é confirmado pelos dados, pois muitas referências às aplicação
da Psicologia no trabalho ocorreram em instâncias do poder
público(principalmente pelo governo federal) ou sob sua influência.
Uma das figuras mais relevantes na aplicação
da Psicologia às questões do trabalho foi Roberto Mange, figura não apenas
pioneira, mas também um de seus maiores divulgadores e formadores de novos
quadros na área. Foi ele pioneiro no uso de testes para fins de seleção de
pessoal, com o trabalho realizado no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, na
década de 1920, utilizando-se dos testes de Giese. Realizou estudos e estendeu
para vários setores a aplicação da Psicologia, incluindo a implantação da área
no Idort(com a colaboração de Aniela Ginsberg e Betti Katzeinsten); criou o
Centro Ferroviário de Ensino e Seleção Profissional – CFESP, um dos centros de
difusão da Psicologia industrial; criou a comissão de Psicotécnica da
Associação Brasileira de Engenharia Ferroviária, assim como o Boletim de
Psicotécnica da referida associação, implantou o Serviço de Psicotécnica e
respectivo laboratório no Serviço Nacional da Indústria – Senai e no Serviço
Nacional do Comércio – Senac, neste último com a participação de Leon Walther.
Outra figura de particular importância foi
Emilio Mira y Lopez, que dirigiu o Isop/FGV, criado em 1947. Aí trabalharam
médicos, psicólogos e estatísticos, foram realizados exames de orientação
profissional e educacional, seleção de pessoal para empresas privadas e
públicas, além da produção de pesquisas e formação de especialistas na área.
Com a assessoria de Mira y Lopez, o trabalho desse instituto estendeu-se para
outros estados, como Bahia e Minas Gerais. Foi ele um produtivo profissional da
Psicologia, tendo publicado uma vasta obra escrita, participando de muitos
congressos, assessorias e consultorias, abrangendo não apenas o Brasil, mas
vários outros países da América e da Europa. Muitos dos trabalhos que Mira y
Lopez criou e implantou exercem ampla influência até hoje, como é o caso da
utilização do Psicodiagnóstico Miocinético – PMK, teste de sua autoria.
Os
dados demonstram uma preponderância de instituições públicas na base das
atividades desenvolvidas em Psicologia.
A maioria das referências no campo da
clínica situa-se mais no final do período, demonstrando que essa modalidade de
atuação é mais recente na História da Psicologia no Brasil.
Uma parte das realizações no campo da
clínica está relacionada à Medicina, sem que a Psicologia apareça de maneira
explícita como área autônoma de conhecimento; em outras palavras, sua presença
mais se aproxima da ideia de que ela é um aporte ou elemento subsidiário da
área médica. Nessa perspectiva dominada por médicos, podem ser destacadas as
seguintes realizações: em 1932, a Liga Brasileira de Higiene Mental propôs ao
Ministério da Educação e Saúde Pública a presença obrigatória de gabinetes de
Psicologia em clínicas psiquiátricas e, em 1936, foi criado o Laboratório de
Biologia Infantil, sob a direção de Leonídio Ribeiro, cujas finalidades eram
estudar os determinantes físicos e mentais da criminalidade juvenil e
desenvolver técnicas para seu tratamento. Muitas das primeiras realizações que
podem ser consideradas como eminentemente do campo da Psicologia clínica
tiveram sua origem em preocupações de natureza educacional.
No que se refere à pesquisa, a presença da
Educação é também bastante significativa, reforçando a tendência demonstrada em
outras modalidades da produção da Psicologia no Brasil. Nesse plano, podem ser
destacadas as seguintes instituições, as quais se dedicaram à pesquisa em Psicologia
Educacional: Instituto de Educação do Rio de Janeiro; Escola de Aperfeiçoamento
de Professores de Belo Horizonte; Isop de Recife; Laboratório de Psicologia
Educacional do Instituto de Educação Pedagógico de São Paulo; Núcleo de
Pesquisas Educacionais da Municipalidade, no Rio de Janeiro; Instituto Nacional
de Surdos-Mudos; Instituto de Educação de Porto Alegre; Escola Normal da Bahia
e Universidade da Bahia; Escolas Normais do Estado de São Paulo e Centros
Regionais de Pesquisas Educacionais – CRPE; que se somavam ao que se produzia
nas universidades, por suas cátedras de Psicologia.
Numa
perspectiva mais geral da Psicologia, podem ser lembrados o Instituto de
Psicologia, herdeiro do Laboratório da Colônia de Psicopatas do Engenho de
Dentro; o Instituto de Psicologia da PUC/SP; e a cátedra de Psicologia da seção
da Filosofia da FFCL da Universidade de São Paulo.
Em 1945, foi fundada a Sociedade de
Psicologia de São Paulo, por iniciativa de Annita Cabral e Otto Klineberg;
quatro anos depois, essa entidade começou a publicar seu Boletim de Psicologia.
Em 1949, foi criada a Associação Brasileira de Psicotécnica, que entregou ao
Ministério da Educação, em 1953, um memorial e um esboço de anteprojeto de lei
relativo à formação de psicólogos e à regulamentação da profissão; em 1957, o
memorial foi reapresentado ao referido Ministério, obtendo parecer favorável do
Conselho Nacional de Educação. Em 1952, foi fundada a Sociedade de Paulo Rorschach
de São Paulo. No ano de 1954, foram criadas, em São Paulo, a Associação
Brasileira de Psicologia. Em 1959, foi criada a Sociedade de Psicologia do Rio
Grande do Sul. Em 1960, a Associação Brasileira de Psicologia Aplicada, a
Sociedade de Psicologia de São Paulo e a Associação Brasileira de Psicólogos
criaram Comissões, que, reunidas, elaboraram um substitutivo ao projeto sobre
formação de psicólogos que tramitava na Câmara dos Deputados.
Merecem destaque também os seguintes
eventos: o I Congresso de Psicologia, realizado em Curitiba, em 1953,
organizado por Gabriel Munhoz da Rocha; no mesmo ano, realiza-se o Simpósio das
Faculdades de Filosofia do país, ocasião em que foi proposta a criação de
cursos de bacharelado, licenciatura d pós-graduação em Psicologia nestas
faculdades; em 1955, ocorre o I Seminário Latino-Americano de Psicotécnica e ,
em 1959, acontece o VI Congresso Interamericano de Psicologia, promovido pela
Sociedade Interamericana de Psicologia – SIP, sob a presidência de Emilio Mira
y Lopez.
A maior parte das referências relativas a
eventos e associações aparece com maior frequência no período que vai de 1953 a
1962, o que é demonstrativo do grau de amadurecimento que a Psicologia foi
conquistando ao longo do tempo no país, sobretudo porque tais dados são
indicativos de atividades de organização e sistematização, tanto na área de
conhecimento quanto da profissão.
No dia 27 de agosto considerado o dia do Psicólogo atualmente foi
instituído em 1962, quando foi aprovada a lei n. 4.119, que reconheceu a
profissão de psicólogo, acompanhada de uma emenda que disponibilizava o curso
superior de capacitação do profissional e fixava seu currículo mínimo. Esse
acontecimento, no entanto foi precedido, de uma grande e dura luta
principalmente pelo fato de que grandes partes dos médicos eram contra, a
principal reivindicação era a proibição ao exercício da psicoterapia sem a
graduação em medicina. Mesmo com a lei instituída esse problema não por ai,
algum tempo depois surgiram projetos criados pelos deputados Kassab e
Julianelli, que tentaram reaver a pratica clinica exclusivamente para os
médicos, deixando os psicólogos apenas como seu auxiliar e sob sua tutela; isso
gerou fortes reações da categoria, cuja organização conseguiu barrar o
prosseguimento dos referidos projetos. Vez ou outra, porem, esse problema
reaparece sobre diferentes formas.
No mesmo ano de 1962, pela Portaria n. 227, o Ministério da Educação
designou uma comissão de professores de Psicologia e de especialistas em
psicologia aplicada para apreciar a documentação dos candidatos ao registro
profissional de psicólogo, composta por Lourenço Filho (presidente) padre
Antonio Benko, Carolina M. Borí, Pedro Parafita Bessa e Enzo Azzi. Essa
comissão não deu inicio ás atividades, pois faltavam atos complementares da
Lei. Em 1963, a nova portaria garantiu as necessidades legais e os trabalhos
foram iniciados, mantendo-se os nomes da primeira comissão, com exceção de Enzo
Azzi, que foi substituído por Arrigo Angelini. Nesse ano, a comissão recebeu
1.511 pedidos para registro profissional; no ano seguinte cerca de quinhentos
pedidos foram ainda recebidos, em 1969, foi reaberto por mais sessenta dias o
prazo para tal solicitação. Os profissionais que receberam o registro por meio
dessa comissão constituem-se nos primeiros psicólogos legalmente reconhecidos,
cuja formação superior fora obtida principalmente em Pedagogia e Filosofia.
Nessa época, começou o período de ditadura militar, implantada a partir
do golpe do 31 de março de 1964, que trouxe, entre tantos desastres e
retrocessos a lei n. 5.540, mais conhecida como reforma universitária de 1968.
No contexto dessa reforma começaram a proliferar Instituições de Ensino
Superior – IES privadas no cenário da educação brasileira. Muitas dessas
instituições foram criadas em condições acadêmicas precárias, oferecendo cursos
que não necessariamente precisaria de grandes recursos financeiros.
Os cursos de Psicologia não eram propriamente investimentos de baixo
custo, mas dada a demanda de alunos, alguns artifícios poderiam ser utilizados
para garantir sua rentabilidade. Embora
tais cursos necessitassem de laboratórios, estes não se constituíam em problema
insolúvel, pois poderiam ser utilizados aqueles dos cursos de Biologia
(geralmente já contido na instituição) e os laboratórios de psicologia
experimental não eram caros, pois as suas instalações eram precárias, não
passando de “pequenos cubículos com Caixa de Skinner simples”. O problema maior
era o curso de Formação de Psicólogo é que deveria oferecer estágios
supervisionados, além de uma clinica escola, com supervisores experientes para
um numero reduzido de alunos.
Com tudo a psicologia ainda teve dificuldade de aceitação pelos
Pedagogos na atuação da psicologia escolar, nesse contexto, em que as criticas
vinham de todos os lados, muitos psicólogos chegaram a negar a possibilidade da
contribuição da psicologia dentro do aprendizado.
Apesar de todos esses problemas, e justamente em função deles, a
Psicologia conseguiu, nesse período, um desenvolvimento sem precedentes. Ainda
que permeada por criticas de varias espécies, a Psicologia estabeleceu-se como
profissão, ampliando gradativamente seu aspectro de ação e firmando-se como
possibilidade de resposta a inúmeros problemas, inicialmente em seus campos
tradicionais- educação, trabalho e clinica -, ensaiando e implantando mais
tarde novas modalidades de intervenção como foram a psicologia comunitária, a
psicologia hospitalar e a psicologia jurídica entre outras, que viriam a se
consolidar e ampliar sua capacidade de responder às demandas antes não
atendidas e a outras acarretadas por problemas sociais e emergenciais.
Os problemas enfrentados pela Psicologia podem ser ilustrados pelas
situações como precariedade da formação oferecida por muitos cursos de
graduação, dispariedade entre o numero de formados e o numero de profissionais
atuando na área, em contraposição à carência quantitativa e qualitativa de
atendimento às demandas pelo trabalho profissional do psicólogo. Ademais, havia
uma produção de conhecimento e de modalidades de ação com padrões de
excelência, caracterizado pelo desenvolvimento de muitos projetos e pesquisas
que pioneiramente apontavam para o potencial da Psicologia.
A defesa da Psicologia como ciência e como profissão foi gradativamente
ganhando contornos que superavam o corporativismo, buscando ampla participação
na categoria na discussão dos problemas que envolviam, mas que não poderiam ser
limitados à mera defesa de interesse. Sua compreensão implicava uma articulação
da realidade social.
A questão a ser enfrentada não era propriamente a defesa do mercado de
trabalho, mas a busca de respostas ás demandas sociais que se empunham. É
tarefa difícil ilustrar esse processo pois muitos são os grupos que para isso
contribuíram. É possível dizer que as críticas feitas à psicologia pela própria
psicologia foram os mais substanciais fatores para sua superação, o que pode
ser considerado pelo aumento quantitativo e qualitativo de sua produção
abrangendo a pesquisa, os campos de aplicação.
O texto deixa clara a preocupação com a
psicologia. Onde se busca arduamente explicações e matérias, onde possa se
encontrar melhorias na área. Podemos observar que muitos profissionais se engajaram
nesta busca, onde encontraram aspectos religiosos, psicológicos e educacionais.
Observa-se também que a educação teve um papel importantíssimo e privilegiado
nas publicações do período, com participação de vários autores. Também aumentou
os estudos sobre psicologia infantil.
As escolas normais eram importantíssimas a
aplicar nos seus ensinos essa disciplina. Em 1940 nasce o projeto para formação
de psicólogos. Em 1953 foi criada uma clinica psicológica e um curso de
especialização em psicologia clinica com duração de três anos. No Rio de
Janeiro o Instituto de Psicologia foi um dos pioneiros no ensino dessa
disciplina.
A
psicologia tornou-se referencia em muitos outros cursos superiores. Órgãos
governamentais patrocinaram cursos especiais de Psicologia. Foi grande a
expansão do ensino de psicologia no Brasil nesse período, o que demonstra o
prenuncio e a criação das bases para os futuros cursos dessa área, expressão da
formação profissional em bases institucionais legais.
A
partir dos anos 30 inicia-se o ensino formal de Psicologia em cursos
superiores, com destaque para as seções de Pedagogia e Filosofia das FFCL. Em
São Paulo, com a criação da USP em 1934, Lourenço Filho foi nomeado professor
de Psicologia; essa instituição criou, pouco mais tarde, na seção de Pedagogia,
a cátedra de Psicologia Educacional, incorporando o Laboratório de Psicologia
da Escola Normal de SP e nomeando Noemi Silveira sua primeira catedrática, que,
em 1954, seria sucedida por Arrigo Angelini. Em 1940 a FFCL começa a gestar um
projeto para formação de psicólogos. Em 1946 foi criada a Universidade Católica
de SP ano depois elevada a condição de Pontifícia Universidade Católica de São
Paulo.
“A distribuição das referencias por
campo de atuação demonstra que, com exceção das produções psicológicas de
caráter geral, a Educação é o campo que apresenta a maior quantidade de
produção, mantendo de certa maneira a tendência já verificada no período
anterior, embora seja evidente a ampliação dos campos de atuação do psicólogo em
geral.”
quarta-feira, 11 de junho de 2014
Ensaio do Livro GO
Isso pelo motivo de que devemos seguir nosso ego, uma moral para ser bem
vista na sociedade. Oportunidades, amores, traição, superação, mentiras,
caminhos e dúvidas... A história mostrando o tempo todo que apesar de tudo, a
vida e complexa, assim como são as pessoas.
A história é protagonizada por DJ Fahrenheit,
(no livro não fala o nome dele) ele se revela como alguém solitário, mesmo
vivendo cercado de pessoas. Fahrenheit é um homem que enquanto não chega ao
capitulo final do livro que está escrevendo precisa solucionar um amor mal
resolvido, o qual se sente extremamente angustiado. Sendo um grande “buraco” em
seu peito.
GO e um livro que vai além das palavras, por que sua leitura não e
apenas uma historia prazerosa, mas uma história de mudança, uma história de
superação pessoal. O livro é composto uma linguagem simples, sendo bem
compreendida pelo leitor, utilizando-se de gírias e costumes de uma sociedade
dotada de linguagem própria e coloquial.
Utilizando-se de questões particulares e ocultas o autor demostra bem
como é o lado “negro” das pessoas, onde ensina como falsificar bilhetes de
passagem, e até mesmo colocando aspectos que demonstra pessoas que são viciadas
em drogas, sendo que ate mesmo Fahrenheit e usuário. Uma frase que e muito
interessante e chama a atenção em questões de superação e esta, “Conformismo é uma
das piores formas de morte em vida que você pode ter. Acomodar-se é muito
mais fácil que tentar. Por isso quando menos esperar, você pode se deparar com
a triste certeza de que o seu tempo já passou. Vale o mesmo para o desânimo.
Portanto, tente. Uma, duas, dez, cem, mil, um milhão de vezes se for preciso.
Mas tente. Até dar certo”.
Neste livro uma das questões apresentada e a procura de a Fahrenheit
pelo pai que o abandonou, e uma trajetória emocionante, que muda toda nossa prospecção
sobre relacionamentos. Um dia aparece em seu apartamento embriagado um homem
com uma pasta, dentro desta pasta esta a capa do livro que ele esta escrevendo,
este homem e um ótimo desenhista, este home é seu Pai.
No livro o autor apresenta questões que em nossa realidade seria difícil
de resolver, mas na história em que se passa se torna fácil, são problemas e
questões que são resolvidas facilmente, isso se refere à aceitação dele pelo pai
dele, mas pelo que se percebe esta aceitação fácil se deve a carência de
Fahrenheit por alguém familiar. Contudo nos da um conforto, sendo este de que
devemos perdoar as pessoas que nos magoaram por algum motivo, pois através dela
teremos mais e mais amigos e familiares.
Demonstrando o significado da vida, da existência, do perdão, da
superação, e do amor pelos nossos familiares, amigos, e também os conhecidos
que de alguma forma são nossos amigos. Com a chegada de seu pai, ele é
impulsionado a escrever mais, e então termina o livro. Algumas semanas antes do
lançamento de seu livro ele visita Ginger, sua ex-namorada, e a convida para o
lançamento de seu livro. Com suas palavras da para perceber que ela faz uma
grande constatação ao dizer que ele tinha encontrado um motivo para viver.
Algumas frases perfeitas, que o autor escreve que nos fazem pensar em
superação são (“Dizem que a vida é cheia
de altos e baixos. Mais baixos que altos, mas quando tudo estiver ruim, lembre-se
destas duas letras que formam uma palavra: GO. Vá. Vá em frente. Escreva,
desenhe, pinte, fotografe, dance, costure, atue, cante. Portanto, quando tudo
estiver ruim, lembre-se destas duas letras que formam uma palavra. GO. Vá. Vá
em frente. Apenas faça.”), (“Conformismo é uma das piores formas de morte
em vida que você pode ter.”), (“Mesmo que nossos caminhos não voltem a se
cruzar, a partir de hoje estaremos na mesma estrada.”). São poucas as que foram
apresentadas neste trecho, mas já bastam para demonstrar a essência de belas
palavras em nossa vida. Com elas bastam apenas à reflexão e a atitude de jogar
os escritos para nossa realidade.
Para resumir, o Livro GO é perfeito, através dele podemos mudar nossas
atitudes, esquecer um pouco a vida de repressão, e ver que mudanças são
possíveis, com ele temos uma boa leitura, sendo ela calma, de conhecimento e de
relação entre o leitor e o meio em que a história está sendo passada.
A importância do ato de escrever no ensino da língua portuguesa.
Existem muitas pessoas que
tiveram o ensino fundamental e médio, e não conseguem ainda escrever
corretamente, isso está acarretando um serie de problemas, pois, estão entrando
no ensino superior tendo muitas dificuldades.Sendo que devemos dominar a
gramática, e escrever de forma clara e coesa as ideias que temos, afim de quem
ler possa ter entendimento suficiente para compreender o que foi dito. Podemos
observar também que a grande deficiência existente em muitos, vem decorrente do
pouco hábito de leitura, pois, se lermos muito iremos absorver muita
informação, e nossa mente ficará repletas de novos conhecimentos, facilitando
então uma dissertação.A leitura também tem a função de organizar as informações
adquiridas ao longo dos anos, tendo uma boa leitura iremos saber separar e
distinguir um conjunto de informações que estão sendo passadas.Os principais
erros em redação são a pontuação, concordância, regência, e pronome. No
exercício profissional, com a globalização, o mercado de trabalho torna-se cada
vez mais exigente e apenas absorvem aqueles que forem qualificados em vários
sentidos, sendo que saibam planejar, executar e divulgar seu trabalho. E nada
melhor para expor as ideias, os projetos, divulgar pesquisas e propor negócios
através da modalidade escrita.A língua portuguesa na forma escrita já sofreu
uma serie de mudanças ao longo dos anos, mas nos tempos atuais mais do que
naquela época deve se repensar o papel da língua nas universidades, afim de que
se possa ter um profissional ciente das questões gramaticais que envolvem um
texto, e apto a escrevê-lo com coesão e coerência. As questões gramaticais
devem por excelência ser passadas para todos os que estão dispostos a
compreendê-las, afim de que se possa ter um bom profissional, profissional
este, que esteja apto a lidar com qualquer tipo de situação que envolve a
gramática. Esta questão e muito abrangente, pois muitas vezes as universidades
fazem seu papel no ensinamento do aluno, mas na realidade e o aluno que não se
importa em receber este conhecimento, tendo então um desligamento de todos os
métodos de ensino que estão disponíveis a ele. Ou seja, na maioria das vezes o
culpado são os próprios alunos, pois, não estão interessados em adquirir este
conhecimento que esta disponível a ele.
domingo, 8 de junho de 2014
O Acesso a Eventos Encobertos na Pratica Clinica: Um fim ou Meio
Quando um terapeuta comportamental refere-se á resposta encoberta pode
ser também, chamadas de emoções ou sentimentos, ou pensamento, raciocínios,
ideias, regras descrições, etc. Skinner aponta razões, absolutamente cabíveis
para explicar o que vem ocorrendo na terapia comportamental que se utiliza da
investigação acerca dos sentimentos das pessoas em determinadas situações.
Muito do nosso comportamento é
reforçado por seus efeitos sobre os outros, e será presumivelmente mais
reforçado se o efeito for claro. Com Skinner também encontra- se como somos
capazes de justificar as nossas perguntas a respeito de eventos encobertos. Com
esta liberação á maior amplitude na dimensão humana do tratamento clinica, o
terapeuta comportamental tem como resultados de perguntas simples como- o que você sente ou pensa quando...? Várias informações sobre contingência em
operação quanto uma relação terapêutica
com seu cliente mais acolhedora. Contudo vem a questão de como lidar com os
eventos encobertos Skinner sintetiza
em “ não é o comportamento que importa,
mas como a pessoa se sente quanto a seu comportamento”.
No processo de ajudar a pessoa a agir de
forma mais eficaz, a primeira tarefa será aparentemente modificar-lhe a maneira
de sentir e assim a maneira de agir, mas um programa mais afetivo será
mudar-lhes a maneira de agir e assim, incidentalmente, a de sentir. Na análise
behaviorista, conhecer outra pessoa é simplesmente conhecer o que ela faz, fez
ou fará bem como a dotação genética e os ambientes passados e presentes que
explicam por que ela faz.
Para Skinner perguntar sobre os eventos encobertos pode ser um meio para
obtermos informações a respeito das contingências nas quais o individuo está
inserido, mas jamais será um fim. Eles não explicaram a conduta do individuo. A
uma possibilidade de planejamento de in
A análise leva á uma investigação de eventos com antecedentes do
tipo: “O que costuma comer?. Consequentes, tais como: “ O
que acontece? Estas informações levam a uma análise externa lista e ai sim a
uma possibilidade de planejamento de intervenções. Um terapeuta que se proponha
a utilizar o referencial behaviorista radical deve obter da pessoa os dados que
lhe permita fazer uma intervenção ambiental. Sem esses dados não pode parar a
investigação, estará no meio dela.
Outro ponto levantado no texto é o papel dos modelos experimentais na
investigação clínica uma área pouco conhecida pelos terapeutas comportamentais , em geral clínicos não
costumam se interessar por estudo de
pesquisas básicas mas é nela que se encontra pistas necessárias para utilizar
as respostas verbais dos clientes a respeito de seus eventos privados.
A comunidade tem um papel predominante sobre a aprendizagem tanto em relatos
verbais desse evento , quanto as auto
observações podendo desta forma questionar a validade do procedimento de
obtenção de dados através dos relato verbal.
Pontuando quanto ao esquemas intermitentes
de reforçamento temos a razão entre
respostas e reforços é favorável, atribui- se o comportamento comumente, zelo,
diligencia ou ambição, determinação, obstinação, persistência ou perseverança,
excitação ou entusiasmo, dedicação ou
compulsão. São variadas as formas de
obter explicações contingenciais para os sentimentos e emoções relatados pelos clientes devido a
possibilidade de perguntar a respeito de eventos encobertos.
Distúrbios do Sono
Temos o conhecimento de que existem distúrbios noturnos, ou melhor,
distúrbios do Sono, que fazem parte de nossa realidade, esta presente dentro de
nossa família, sociedade, causando muito sofrimento durante um dos melhores
momentos de nosso dia, o sono. O ato de dormir e necessário para recompor
nossas energias, dando uma sensação de bem estar.
Apresentando então alguns distúrbios
Insônia
Insônia pode ser tanto a dificuldade de iniciar o sono ou de manter o sono, ou mesmo a percepção de sono não-reparador. O número de horas de sono pode não estar reduzido, mas a maioria dos insones sente fadiga, cansaço, irritabilidade, ansiedade, fobias, incapacidade de concentrar-se, dificuldades de atenção e memória, mal-estar e sonolência excessiva diurna.
Insônia pode ser tanto a dificuldade de iniciar o sono ou de manter o sono, ou mesmo a percepção de sono não-reparador. O número de horas de sono pode não estar reduzido, mas a maioria dos insones sente fadiga, cansaço, irritabilidade, ansiedade, fobias, incapacidade de concentrar-se, dificuldades de atenção e memória, mal-estar e sonolência excessiva diurna.
Ronco
O ronco é um problema social sério, atingindo cerca de 30% das pessoas, alterando a convivência com o cônjuge (é causa de muitas separações) ou com os amigos, geralmente tornando a pessoa que ronca alvo de brincadeiras. É causado pela vibração dos tecidos da garganta (parede posterior da Faringe, dorso da língua, palato mole e úvula), em função da turbulência do ar à medida que as vias aéreas se estreitam. A obesidade, a respiração bucal e o uso de cigarro e álcool agravam de modo significativo o ronco. Em muitos casos o ronco é sintoma de outros problemas, como a Síndrome da Apnéia Obstrutiva do Sono.
O ronco é um problema social sério, atingindo cerca de 30% das pessoas, alterando a convivência com o cônjuge (é causa de muitas separações) ou com os amigos, geralmente tornando a pessoa que ronca alvo de brincadeiras. É causado pela vibração dos tecidos da garganta (parede posterior da Faringe, dorso da língua, palato mole e úvula), em função da turbulência do ar à medida que as vias aéreas se estreitam. A obesidade, a respiração bucal e o uso de cigarro e álcool agravam de modo significativo o ronco. Em muitos casos o ronco é sintoma de outros problemas, como a Síndrome da Apnéia Obstrutiva do Sono.
Apnéia
Apnéia Obstrutiva do Sono ( AOS) é um distúrbio respiratório prevalente caracterizado pela recorrente obstrução total (apnéia) ou parcial (hipopnéia) das vias aéreas superiores durante o sono com conseqüente fragmentação do sono e hipoxemia noturna podendo acarretar fadiga, sonolência excessiva, alterações cognitivas e cardiovasculares.
Apnéia Obstrutiva do Sono ( AOS) é um distúrbio respiratório prevalente caracterizado pela recorrente obstrução total (apnéia) ou parcial (hipopnéia) das vias aéreas superiores durante o sono com conseqüente fragmentação do sono e hipoxemia noturna podendo acarretar fadiga, sonolência excessiva, alterações cognitivas e cardiovasculares.
Síndrome das Pernas
Inquietas: A síndrome das pernas inquietas é uma condição
neurológica caracterizada pela necessidade de movimentação, geralmente
associada com parestesia que ocorre ou piora em repouso e alivia com o
movimento. Uma das principais características da SPI é a piora dos sintomas ao
entardecer e durante a noite.
Sonambulismo
Execução de comportamentos motores durante o sono, desde sentar-se na cama, levantar-se e até andar. Os episódios de sonambulismo ocorrem durante o sono de ondas lentas (delta) e geralmente termina com o despertar do indivíduo, ou com o retorno do mesmo para a cama continuando a dormi. É fundamental a orientação aos familiares, principalmente quanto ao risco que esse quadro oferece no que se refere aos acidentes.
Execução de comportamentos motores durante o sono, desde sentar-se na cama, levantar-se e até andar. Os episódios de sonambulismo ocorrem durante o sono de ondas lentas (delta) e geralmente termina com o despertar do indivíduo, ou com o retorno do mesmo para a cama continuando a dormi. É fundamental a orientação aos familiares, principalmente quanto ao risco que esse quadro oferece no que se refere aos acidentes.
Terror Noturno: O quadro de terror noturno também ocorre durante o sono de ondas
lentas (delta) e se caracteriza pelo despertar súbito, quando o indivíduo
senta-se na cama, com o olhar assustado, pálido e transpirando abundantemente e
geralmente com um choro incontrolável. Nestes casos o paciente não faz
referencia a sonhos ou pesadelos e freqüentemente não se recorda dos episódios.
Narcolepsia: Embora a polissonografia possa mostrar a ocorrência de sono REM
precoce no inicio do registro ocorre à fragmentação do sono e intrusão de
períodos REM durante toda a noite, o achado mais importante para sugerir o
diagnóstico de narcolepsia é a ocorrência de dois ou mais períodos REM em dois
ou mais registros no Teste das Múltiplas Latência do Sono, alem da sonolência
excessiva, caracterizada pela redução da latência média para o inicio do sono, geralmente
menor que 5 minutos. Está associada a uma diminuição nos níveis de hipocretina.
Bruxismo
Definido como distúrbio de movimento estereotipado, caracterizado pelo ranger ou apertar dos dentes durante o sono. Pode ser observado em duas formas: O apertamento ou bruxismo cêntrico, caracterizado por episódios isolados de atividade muscular e o ranger de dentes, ou bruxismo excêntrico, com contrações rítmicas dos músculos mastigatórios, ou a combinação desses dois tipos. O bruxismo produz sintomas musculares, cefaléias e desgaste dental, além da fragmentação do sono.
Definido como distúrbio de movimento estereotipado, caracterizado pelo ranger ou apertar dos dentes durante o sono. Pode ser observado em duas formas: O apertamento ou bruxismo cêntrico, caracterizado por episódios isolados de atividade muscular e o ranger de dentes, ou bruxismo excêntrico, com contrações rítmicas dos músculos mastigatórios, ou a combinação desses dois tipos. O bruxismo produz sintomas musculares, cefaléias e desgaste dental, além da fragmentação do sono.
Sonilóquio
Consiste na vocalização de sons durante o sono, sílabas e frases, geralmente ininteligíveis e desconexas. Geralmente não traz preocupação para o médico, fazendo exceção quando o falar durante o sono possa criar situações de constrangimento para o paciente.
Consiste na vocalização de sons durante o sono, sílabas e frases, geralmente ininteligíveis e desconexas. Geralmente não traz preocupação para o médico, fazendo exceção quando o falar durante o sono possa criar situações de constrangimento para o paciente.
Enurese Noturna:
Consiste na micção involuntária durante
o sono. Pode ser primária (até os quatro anos), ou secundária quando há
persistência dos episódios após os cinco anos de idade. Na Enurese secundária
devem-se excluir lesões urológicas, neurológicas, metabólicas e psiquiátricas.
Pesadelos
Pesadelos são sonhos com forte conteúdo emocional, geralmente de caráter angustiante que ocorre durante o sono REM e levam ao despertar. Não trazem conseqüência quando ocorrem esporadicamente, porém requerem tratamento quando freqüentes. Os fatores precipitantes podem ser: estado emocional; rebote do sono REM; drogas dopaminérgicas e retirada de drogas supressoras do sono REM (benzodiazepínicos).
Pesadelos são sonhos com forte conteúdo emocional, geralmente de caráter angustiante que ocorre durante o sono REM e levam ao despertar. Não trazem conseqüência quando ocorrem esporadicamente, porém requerem tratamento quando freqüentes. Os fatores precipitantes podem ser: estado emocional; rebote do sono REM; drogas dopaminérgicas e retirada de drogas supressoras do sono REM (benzodiazepínicos).
Síndrome Alimentar
Noturna: A Síndrome Alimentar Noturna (SAN) é um distúrbio
do comportamento alimentar que ocorre exclusivamente durante o período noturno
após iniciado o sono. Os portadores de SAN apresentam episódios de compulsão
alimentar durante a madrugada, usualmente 2 a 3 horas após iniciado o sono.
Estes episódios podem se repetir algumas vezes numa mesma noite e podem ser
lembrados totalmente, parcialmente ou não lembrados na manhã seguinte. Seus
portadores relatam anorexia matinal e sensação de perda de controle alimentar
no período da compulsão. A importância do reconhecimento adequado destes
transtornos do sono por profissionais de saúde mental é verificada quando se
faz necessária a diferenciação com transtornos mentais e de comportamento com
sintomas também noturnos (porém não relacionados ao sono), mas que usualmente
necessitam de tratamentos diferenciados.
Despertar Confusional:
Caracteriza-se pelo despertar
acompanhado de estado confusional e desorientação. Este quadro costuma ocorrer na
primeira metade da noite, uma vez que ocorre durante o sono de ondas lentas.
Distúrbio
Comportamental do Sono:
A caracterização do comportamento se
deve ao conteúdo onírico (sonho) que ocorrem durante o sono REM, com atividade
motora elaborada e associada aos sonhos observados durante os episódios de sono
REM. Iniciam-se na sexta ou sétima década da vida, sendo mais freqüentes nós
homens. A polissonografia mostra a ausência intermitente de atonia muscular,
com espasmos musculares das extremidades, com freqüência maior que a observada
durante o sono REM normal.
Paralisia do Sono: É a sensação de não conseguir movimentar o corpo que ocorre geralmente
após o despertar. Dura poucos minutos, porém o suficiente para trazer um
desconforto para o indivíduo. Decorre da persistência da atonia após o
despertar no sono REM. Pode ocorrer esporadicamente não constituindo anormalidade,
porém pode fazer parte da síndrome narcoléptica.
Alucinações
Hipnagogica:
Ocorre geralmente no despertar ou no
adormecer e se caracteriza por alucinações visuais ou auditivas, como se
estivessem sonhando acordado. Decorre da persistência de sensações oníricas
(sonhos) após o despertar. Assim como a paralisia do sono pode ocorrer em
indivíduos normais ou fazer parte da síndrome narcoléptica.
sejam
complexos e de natureza multifacetada, os estudos do sono têm um importante
papel na investigação da depressão, particularmente nas áreas de predição de
resposta a tratamentos, prognóstico de recaídas e na investigação de modelos
etiológicos.
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