terça-feira, 13 de outubro de 2015

Elisabeth Kubler-Ross

Nascida na Suíça em 8 de julho de 1926, Elizabete se formou em medicina e psiquiatria, apaixonada pela sua profissão, e tendo um percepção de mundo totalmente diferenciada, podendo ate mesmo ser considerada uma verdadeira inovadora. Elizabeth mudou totalmente a forma de ver um paciente, e principalmente um paciente no estado terminal. 
Elizabeth trouxe consolo para muita gente no leito de morte, ela mudou totalmente a visão das pessoas que estavam passando por esta experiência.  Através de seus vários livros e muitos anos de trabalho com crianças, pacientes de AIDS e idosos portadores de doenças fatais, teve sua atenção despertada para os pacientes portadores de doenças incuráveis e em fase terminal, percebendo que estes pacientes ficavam praticamente sem atenção em seus dias finais, já que para a medicina convencional já se haviam esgotado todas as suas possibilidades de terapêutica e cura, para aqueles pacientes.
Dentro deste conceito, aqueles pacientes que estavam no estado terminal, eram considerados como fracaço da ciência. E então a visão que se tinha destes pacientes era a de que eles iam morrer e que não adiantava fazer absolutamente nada. Então o trabalho de Elizabeth foi o de reunir estes pacientes em estados terminais, e fazer com que eles expressassem seus maiores medos, suas angústias e todos os seus sentimentos, sem qualquer obstáculo ou limitação.
E então, não demorou muito tempo para que as salas estivessem repletas de pacientes em estado terminal, de seus parentes, de enfermeiros e de outros médicos que estavam surpresos com os resultados que tiveram. Alguns pacientes paravam de tomar seus soníferos e seus tranquilizantes, passando então a se sentir bem e tranquilo, alguns pacientes melhoraram de suas doenças e então, podiam ir embora ate mesmo sem nenhum trauma por ter passado pela experiência de quase morte. E algo significante era que a qualidade de vida dessas pessoas se tornava muito superior.
O mais importante que podemos ver era que quando os pacientes em estado terminal estavam chegando perto da morte eles não tinham mais medo, e sentiam-se em paz. O trabalho de Elizabeth foi algo marcante em toda a ciência, revolucionando a forma de enxergar os pacientes, trazendo-lhes conforto na hora da morte, trazendo melhoras significantes, curas, e abrindo uma nova forma de trabalho.
Com a iniciativa de Elizabeth surgiram novas formas de ver a morte, ela trouxe para os doentes a aceitação, fazendo com que eles pudessem se superar e acreditar que estariam em paz, mesmo se morressem e se sobrevivessem obtendo a cura. Muitos médicos ficaram surpresos com as melhoras obtidas. Muitos manifestaram a vontade de ajudar em seu trabalho. E a partir deste momento, e ate os dias atuais, so vem desenvolvendo esta forma de tratamento, e cada vez mais vem se obtendo resultados surpreendentes.  Esse trabalho, chamado de Tanatologia foi se espalhando pelos Estados Unidos e pela Europa e hoje existem centenas de centros, nas mais diferentes formas, para esse tipo de atendimento, para o aconselhamento na doença, no sofrimento, nas perdas e no luto.
Elizabeth morreu em 24 de agosto de 2004.

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