sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Conceito de Impulso e Incentivo na Concepção de Motivação de Clark L. Hull

Em 1918 Woodworth definiu o conceito de impulso como uma força interna que motiva o comportamento. O modelo de Hull foi baseado na concepção de impulso aprendido ou inato que então motiva automaticamente o comportamento. Biologicamente temos privações inatas como alimentos, um déficit deste tipo ameaça a sobrevivência do organismo e o impulsiona a fazer um ajustamento para restabelecer um estado de normalidade do sistema biológico. Ou seja, o individuo e motivado a reduzir o déficit dessa privação reestabelecendo então seu equilíbrio.
Além de privação de alimentos, ruídos ambientais também podem ser fontes inatas de impulsos. Mesmo eles não representando ameaça, podem ser aversivo. Assim, impulso pode ser induzido por circunstâncias intensas, que são aversivas embora não representem uma ameaça à vida.
E ainda além de fontes inatas de impulsos, Hull disse que ruídos ambientais podem ser comparáveis com condicionamento clássico. De acordo com que Hull disse podemos ver então que pistas ambientais associadas com condições antecedentes que produzem um estado de impulso inato adquirem a capacidade de induzir elas próprias o estado de impulso. Sendo assim, estas pistas causam uma ativação interna, motivando o comportamento sem a presença de estímulos inatos de impulso.
Quando o individuo e estimulado por fontes inatas ou aprendidas ele e motivado a reduzir o impulso. Segundo Hull a redução do impulso e recompensadora e tendem a ficar associado ao estado que o individuo estava. Hull disse que a força do Hábito e permanente e não pode ser diminuída apenas aumentada, o fracasso do hábito em reduzir o impulso resulta num estado permanente chamado inibição condicionada. A inibição condicionada é específica ao hábito mal sucedido e serve para se contrapor à sua força excitatória. Se este comportamento for bem sucedido em reduzir o estado de impulso, sua força de hábito é potenciada sendo então eliciado da próxima vez em que o organismo estiver motivado.
Hull diz que quanto maior e melhor a recompensa maior a redução do impulso, e então isso faz com que o habito fique mais forte e maior. Crespi entre outros desafiaram esta suposição que constatou que mudanças na magnitude da recompensa produzem uma rápida mudança no desempenho de ratos numa pista para obter alimento, rápidas demais para ser explicadas por alterações na força de hábito.
O aumento ou a diminuição de velocidade devido ao aumento da recompensa indicaram que as mudanças no comportamento foram devido às mudanças na motivação e não divido a força de habito como Hull dizia. Então através destes resultados obtidos Hull alterou seu modelo incluindo o conceito de motivação de incentivo, baseado na magnitude da recompensa.
Apesar de haver muitas diferenças entre as formações de Hull e Freud, existem muitas semelhanças nas conclusões de seus estudos sobre comportamento motivado.
Ambos eram deterministas. Assumiam que os comportamentos tinham causas e que as causas podiam ser determinadas. Os dois acreditavam que leis fisiológicas e psicológicas eram complementares. Ambos consideravam que a meta básica do comportamento era a manutenção de um estado de equilíbrio interno. Os dois acreditavam no princípio do hedonismo, isto é, que o comportamento é guiado pela obtenção do prazer e evitação da dor. Hull era muito influenciado por Thorndike e achava que o reforçamento fornecia a base necessário para o estabelecimento de conexões estímulo-resposta. Ambos eram influenciados por Darwin e buscavam o significado funcional das ações.

 No entanto, definitivamente Hull não propõe a dominância especial de qualquer impulso, como sexo, sobre outros impulsos, como Freud.

Saúde Mental no Contexto do Sistema Suplementar de Assistência à Saúde: avanços e desafio


O estudo fala das politicas de saúde mental que foram feitas pela agencia nacional de saúde suplementar/ ANS, dentro da assistência que foi dispensada pelos planos que eram privados da assistência a saúde.  Com a consolidação da reforma psiquiátrica no Brasil, o SUS Sistema Único de Saúde foi palco de uma grande transformação no que diz respeito a saúde mental. Essas mudanças buscam garantir ao usuário do sistema a recuperação e a manutenção de sua saúde por meio de sua reintegração à convivência social, respeitando os seus direitos como cidadãos.
O serviço de saúde mental no Brasil pode ser gratuito quando o estado se encarrega de pagar, e também privados quando a própria pessoa se encarrega de pagar o tratamento.  Ou quando financiados por operadoras de planos de saúde, o que se denomina de sistema suplementar de saúde. No sistema de saúde que e pago pelas operadoras de planos, as pessoas pagam uma mensalidade estabelecida através de contrato, que fica então responsável pela assistência quando necessária. No sistema operado pelos planos de saúde, o tratamento dado à saúde mental é recente. A preocupação com essa área começou a surgir em meados de 1998, com a publicação da Resolução do Conselho de Saúde Suplementa/ CONSU.
O sistema suplementar de saúde caminhava lentamente, repetindo trajetos iniciais fracassados do sistema público de saúde, como a marginalização dessa área de atenção à saúde e a pouca ênfase dispensada no contexto dos instrumentos normativos do setor. Nessa perspectiva, verifica-se que o tratamento dispensado à saúde mental nas regulamentações da saúde suplementar vigentes não só foi influenciado pelas práticas assistenciais costumeiras da época, como também influenciou a assistência à saúde mental nos períodos que se seguiram a sua publicação.
Assim, se hoje a assistência à saúde mental no âmbito do sistema privado de saúde possui uma configuração desalinhada com as políticas ministeriais, tal constatação é um produto do desenvolvimento e evolução das políticas de saúde mental capitaneadas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar – ANS.

Dessa forma, analisa o modelo de regulação econômica e assistencial do setor suplementar, a forma de atuação da ANS como organismo regulador e o tratamento dispensado à assistência à saúde mental nos normativos emanados pela Agência. Concluiu-se que, apesar de avanços como a obrigatoriedade de cobertura para todas as doenças listadas na CID-10, a inclusão do tratamento das tentativas de suicídio e das lesões autoinfligidas, o atendimento por uma equipe multiprofissional, a ampliação do número de sessões com psicólogo, com terapeuta ocupacional e de psicoterapia, e a inclusão do hospital-dia na rede credenciada da operadora, a assistência à saúde mental ainda é pouco normatizada pelos regramentos vigentes no sistema de atenção à saúde suplementar, existindo muitas lacunas a serem preenchidas. A regulamentação dos mecanismos de coparticipação e franquia, a coparticipação crescente como limitador da internação psiquiátrica sem o repensar em uma rede substitutiva e a limitação do número de sessões de psicoterapia de crise são alguns dos desafios colocados para a ANS, no sentido de que esta cumpra realmente o seu papel institucional de promoção da defesa do interesse público na assistência suplementar à saúde.

terça-feira, 23 de setembro de 2014

O Que e Ética

Ética Alvaro L.M. Valls
O autor inicia o livro buscando entender quais os problemas do estudo da ética, a divisão didática deste estudo em dois campos: nos problemas gerais e nos problemas específicos, colocando que é uma divisão acadêmica já que na vida real não existe separação. A ética pode ser o estudo das ações ou dos costumes, e pode ser a própria realização de um tipo de comportamento. Tradicionalmente ela é entendida como um estudo ou uma reflexão, científica ou filosófica, e eventualmente até teologia, sobre os costumes ou sobre as ações humanas. A ética em cima do capital, da moral religiosa, ou mesmo das relações interpessoais é variável de acordo com a sociedade e o tempo em que esta se desenvolve.
Para Aristóteles a questão não é tão teórica, mas um pouco mais pratica, sem deixar de utilizar a contemplação e a base da busca do bem ele demostra que o bem é especifico de acordo com o grau de complexidade do ser, neste sentido a ética de Aristóteles surge com um fim, então para o homem a busca do bem era algo que envolvia diversas esferas e diversas buscas. É importante lembrar que esta visão parte de uma sociedade escravocrata em que os escritos foram pensados para uma aristocracia que não trabalhava e tinha tempo de sobra para se dedicar as artes contemplativas.
O pensamento grego é representado por três importantes filósofos. O ideal de Sócrates já foi citado, para continuar seus estudos Platão os sistematizou e colocou sua visão de busca pelo bem e pela felicidade, felicidade entendida como prazer como sabedoria pratica e como verdade, não há idéia de felicidade contemporânea. Para isso o homem tinha de ser virtuoso sendo uma imitação ou uma assimilação de Deus e existiam as virtudes principais: Justiça, Prudência ou Sabedoria, Fortaleza ou Valor e Temperança. O autor relaciona conceitos éticos e morais com a expressão religiosa que parte desde o culto grego as forças da natureza e a criação dos deuses. As religiões ligadas ao judaísmo e ao cristianismo tem na vontade de Deus o seu encaminhamento.
O individuo é colocado em segundo plano, este tipo de relação dá a sociedade uma ênfase no processo moral, Deus é um espelho de perfeição a ser seguido. O problema com as questões sexuais também veio a tona principalmente através da doutrina católica. A busca por um ideal ético pode possuir diversas respostas para Platão, Aristóteles e Sócrates a busca da felicidade era o principal objetivo, no Cristianismo os ideais éticos se identificam com os religiosos. O renascimento e o iluminismo trouxeram acentuou o aspecto da liberdade individual. Já em Hegel o foco das idéias de ética recaem sobre a noção de estado. O pensamento social e dialético na vida social mais justa. E na reflexão do século XX a idéia é de que a sociedade não se comporta de forma imoral, mas sim amoral. A questão da liberdade é discutida partindo das idéias de determinismo e de liberdade, existindo diversas definições de determinismo de acordo com o momento vivido, mas ele é contrário a ética, da mesma forma o extremo oposto do determinismo também nega sua função ética, nesse meio o poder da vontade, o chamado idealismo também não pode ser considerado como um meio ético já que este é teórico de tal forma que não consegue se enquadrar no homem real. O autor fala que em Hegel a questão da liberdade é amplamente discutida, chegando a conclusão que ela se desenvolva na consciência e nas estruturas. A sociedade e o estado moderno neste contexto está intimamente ligado a questão da liberdade. Neste sentido para Marx existe uma luta constante com a natureza uma tentativa de dominação da mesmo, há um ideal em cima da técnica e não da ética o que esta sendo reestudado pelos pensadores contemporâneos Comportamento Moral – O bem e o Mal
Os dois extremos o bem e o mal são partes de um mesmo estudo a ética esta ligada a idéia de bom a tentativa de evitar o mal, neste meio tempo surgem novos estudos de moral, o surgimento da imprensa é o agente catalisador desta situação e resulta na preocupação com a autonomia moral do individuo.
Temos o direito natural em contraposição ao direito divino, Kant é o expoente desta dicotomia em que a busca de descobrir cada homem uma natureza igual, porém livre. Por mais que variem os enfoques filosóficos ou mesmo as condições históricas, algumas noções, ainda que bastante abstratas, permanecem firmes e consistentes na ética. A ética contemporânea aprendeu a preocupar-se com o julgamento do sistema econômico como um todo. O bem e o mal não existem apenas nas consciências individuais, mas também nas próprias estruturas institucionalizadas de um sistema. Antigos compêndios de moral, de inspiração católica, ainda afirmavam, há cinquenta anos, por exemplo, que o socialismo seria intrinsecamente mau, enquanto o capitalismo permitiria corrigir os seus erros eventuais. Hoje dificilmente um livro de ética teria a coragem de fazer uma afirmação deste tipo
Na ética hoje alguns aspectos são interessantes, a colocação da famíllia na idéia de ética, questões de fidelidade, de amor, relacionadas a sexualidade como nos casos do celibato, feminismo e da homossexualidade. Exigindo uma reformulação doutrinária dos estudos. Em relação ao Estado, a liberdade do individuo só se completa com a liberdade de um estado livre e de direito. O estado só é livre se todos os indivíduos que o fazem também sejam livres. Hoje a imprensa tem poder, a dominação econômica, as massas podem ser dominadas mentalmente através da disseminação de informações diretas que definem e direcionam a população para um determinado caminho.


quinta-feira, 12 de junho de 2014

A psicologia no Brasil no século XX

E bem clara a preocupação com os fenômenos psíquicos no século vinte. A partir da década de 1930, é verificada uma intensa preocupação na área, que se diversifica em varias abordagens, e campos de atuação. Da então para se destacar que foi este o momento em que a psicologia crava seus pés e firma-se como ciência.
   Após a aprovação da lei N: 4.119/62 tendo sido a psicologia reconhecido como profissão, são criado seus primeiros cursos regulares, por volta de 1968 concretizou a profissionalização da psicologia. A psicologia teve uma grande força na educação, pois com seus conhecimentos se aflorando quase sempre eram ela a “dona da verdade” e que ocupavam os cargos de destaque bem vistos na sociedade da época.
   Em 1906 foi criado o primeiro laboratório de psicologia no Brasil. Planejado por Binet em Paris, e com a colaboração de Manoel Bonfim que foi o dirigente deste centro por cerca de quinze anos. Bonfim considerava o psiquismo como um fenômeno de caráter histórico-social, devendo ser estudado segundo o método interpretativo, dando olhares à imensa obra humana, formada e forjada ao longo da história.
   As escolas normais foram também bases para o ensino de psicologia, e continuavam sendo após os anos 30. Pois foram os alicerces para as cessões de pedagogia das faculdades de filosofia, ciência, e letras. Nas quais a psicologia se estabeleceu como matéria de ensino superior.
   Como no século dezenove, as faculdades de medicina e os hospícios foram os principais elaboradores das ideias psicológicas. Muitas dessas foram adquirindo força e contorno. As quais qualificavam propriamente como psicologia, mesmo estando se distanciando da medicina e se diferenciando das estruturas estudadas, teve ela uma grande influencia nos estudos de processos mentais.
   Alguns hospícios da época também tentavam se dedicar aos estudos de produção de conhecimentos em psicologia, principalmente com a instalação de laboratórios. Num belo resumo podemos dizer que a medicina tal como no século dezenove, continuou sendo um importante solo para o desenvolvimento da psicologia, com a criação de laboratórios, cursos, encontros.
   Dessa forma e possível dizer que a psicologia nessa época ganhou espaço no interior da medicina, embora dela começasse a se separar adquirindo contornos de ciência. Também podemos citar, que a preocupação dos estudiosos da época estava relacionado à quantidade de problemas psíquicos, que colocavam então a ciência na parede, e então eles eram obrigados a estudar os processos mentais. Tais eram esses que os deixavam de sem chão, pois os conhecimentos da medicina não eram bastante para desvenda-los.
A aplicação da Psicologia aparece em seguida, demonstrando que sua profissionalização vinha sendo gestada com a ampliação cada vez maior de seu campo de atuação, abrangendo a educação, a aplicação à organização do trabalho e à clínica. Podemos destacar que muitas das aplicações à organização do trabalho e à clínica tiveram suas origens em conhecimentos, práticas e demandas relacionadas à educação.
   Muitos foram os trabalhos realizados em educação, dentre os quais: as atividades realizadas no serviço de Psicologia Aplicada do Instituto Pedagógico da Diretoria de Ensino de São Paulo, sob a responsabilidade de Noemi Silveira; a fundação da Sociedade Pestalozzi de Minas Gerais, em 1932, por Helena Antipoff, inaugurando o atendimento educacional aos portadores de deficiências em escala mais ampla; a criação de uma “Escola para Anormais” no sanatório de Recife, em 1936, por Ulysses Pernambucano; a fundação do Inep, no qual foram implantadas seções de seleção e orientação profissional e psicológica aplicada; a instalação da Clínica de Orientação Infantil/Seção de Higiene Mental da Diretoria de Saúde Escolar da Secretaria de Educação de São Paulo, por Durval Marcondes, e a Clínica de      Orientação Infantil do Rio de Janeiro, sob a responsabilidade de Arthur Ramos, ambas em 1938. Houve, em 1940, a fundação da Fazenda do Rosário, por Helena Antipoff, com a finalidade de educar crianças da zona rural, além de crianças excepcionais e abandonadas;                               Com base num método centrado na atividade espontânea da criança; em 1944, foi institucionalizado o Departamento Nacional da Criança e fundada a Sociedade Pestalozzi do Brasil, e ambas as instituições contaram com a participação ativa de Antipoff; em 1947, foi criado o Instituto de Seleção e Orientação Profissional – Isop/FGV, que se dedicava também à orientação educacional e profissional. Poppovic desenvolveu trabalhos com “crianças abandonadas” no Abrigo Social de Menores da Secretaria de Bem-Estar Social do Município de São Paulo, cabendo aos psicólogos também colaborar no planejamento educacional; foi ela também a responsável, em 1953, pela criação e a organização da Sociedade Pestalozzi em São Paulo; no Ippuc/SP, sob a direção de Poppovic, realizaram-se serviços de medidas escolares, pedagogia terapêutica e orientação psicopedagógica.
   Muitas das atividades acima relatadas têm interfaces explícitas com atuações no âmbito do trabalho e da clínica. Além disso, muitas instituições estritamente educacionais desenvolviam trabalhos relacionados à Psicologia.
   Outro elemento que se mostra com clareza é o número significativo de referências à aplicação da Psicologia na organização do trabalho. Esse fato pode ser interpretado como relacionado ao desenvolvimento do processo de industrialização do país, sobretudo num período em geral dominado pela ideologia do Nacional-desenvolvimentismo, caracterizado pela intervenção do estado na economia, com a meta de substituir importações. Esse fato, de certa maneira, é confirmado pelos dados, pois muitas referências às aplicação da Psicologia no trabalho ocorreram em instâncias do poder público(principalmente pelo governo federal) ou sob sua influência.
   Uma das figuras mais relevantes na aplicação da Psicologia às questões do trabalho foi Roberto Mange, figura não apenas pioneira, mas também um de seus maiores divulgadores e formadores de novos quadros na área. Foi ele pioneiro no uso de testes para fins de seleção de pessoal, com o trabalho realizado no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, na década de 1920, utilizando-se dos testes de Giese. Realizou estudos e estendeu para vários setores a aplicação da Psicologia, incluindo a implantação da área no Idort(com a colaboração de Aniela Ginsberg e Betti Katzeinsten); criou o Centro Ferroviário de Ensino e Seleção Profissional – CFESP, um dos centros de difusão da Psicologia industrial; criou a comissão de Psicotécnica da Associação Brasileira de Engenharia Ferroviária, assim como o Boletim de Psicotécnica da referida associação, implantou o Serviço de Psicotécnica e respectivo laboratório no Serviço Nacional da Indústria – Senai e no Serviço Nacional do Comércio – Senac, neste último com a participação de Leon Walther.
   Outra figura de particular importância foi Emilio Mira y Lopez, que dirigiu o Isop/FGV, criado em 1947. Aí trabalharam médicos, psicólogos e estatísticos, foram realizados exames de orientação profissional e educacional, seleção de pessoal para empresas privadas e públicas, além da produção de pesquisas e formação de especialistas na área. Com a assessoria de Mira y Lopez, o trabalho desse instituto estendeu-se para outros estados, como Bahia e Minas Gerais. Foi ele um produtivo profissional da Psicologia, tendo publicado uma vasta obra escrita, participando de muitos congressos, assessorias e consultorias, abrangendo não apenas o Brasil, mas vários outros países da América e da Europa. Muitos dos trabalhos que Mira y Lopez criou e implantou exercem ampla influência até hoje, como é o caso da utilização do Psicodiagnóstico Miocinético – PMK, teste de sua autoria.
Os dados demonstram uma preponderância de instituições públicas na base das atividades desenvolvidas em Psicologia.
   A maioria das referências no campo da clínica situa-se mais no final do período, demonstrando que essa modalidade de atuação é mais recente na História da Psicologia no Brasil.
   Uma parte das realizações no campo da clínica está relacionada à Medicina, sem que a Psicologia apareça de maneira explícita como área autônoma de conhecimento; em outras palavras, sua presença mais se aproxima da ideia de que ela é um aporte ou elemento subsidiário da área médica. Nessa perspectiva dominada por médicos, podem ser destacadas as seguintes realizações: em 1932, a Liga Brasileira de Higiene Mental propôs ao Ministério da Educação e Saúde Pública a presença obrigatória de gabinetes de Psicologia em clínicas psiquiátricas e, em 1936, foi criado o Laboratório de Biologia Infantil, sob a direção de Leonídio Ribeiro, cujas finalidades eram estudar os determinantes físicos e mentais da criminalidade juvenil e desenvolver técnicas para seu tratamento. Muitas das primeiras realizações que podem ser consideradas como eminentemente do campo da Psicologia clínica tiveram sua origem em preocupações de natureza educacional.
No que se refere à pesquisa, a presença da Educação é também bastante significativa, reforçando a tendência demonstrada em outras modalidades da produção da Psicologia no Brasil. Nesse plano, podem ser destacadas as seguintes instituições, as quais se dedicaram à pesquisa em Psicologia Educacional: Instituto de Educação do Rio de Janeiro; Escola de Aperfeiçoamento de Professores de Belo Horizonte; Isop de Recife; Laboratório de Psicologia Educacional do Instituto de Educação Pedagógico de São Paulo; Núcleo de Pesquisas Educacionais da Municipalidade, no Rio de Janeiro; Instituto Nacional de Surdos-Mudos; Instituto de Educação de Porto Alegre; Escola Normal da Bahia e Universidade da Bahia; Escolas Normais do Estado de São Paulo e Centros Regionais de Pesquisas Educacionais – CRPE; que se somavam ao que se produzia nas universidades, por suas cátedras de Psicologia.
Numa perspectiva mais geral da Psicologia, podem ser lembrados o Instituto de Psicologia, herdeiro do Laboratório da Colônia de Psicopatas do Engenho de Dentro; o Instituto de Psicologia da PUC/SP; e a cátedra de Psicologia da seção da Filosofia da FFCL da Universidade de São Paulo.
Em 1945, foi fundada a Sociedade de Psicologia de São Paulo, por iniciativa de Annita Cabral e Otto Klineberg; quatro anos depois, essa entidade começou a publicar seu Boletim de Psicologia. Em 1949, foi criada a Associação Brasileira de Psicotécnica, que entregou ao Ministério da Educação, em 1953, um memorial e um esboço de anteprojeto de lei relativo à formação de psicólogos e à regulamentação da profissão; em 1957, o memorial foi reapresentado ao referido Ministério, obtendo parecer favorável do Conselho Nacional de Educação. Em 1952, foi fundada a Sociedade de Paulo Rorschach de São Paulo. No ano de 1954, foram criadas, em São Paulo, a Associação Brasileira de Psicologia. Em 1959, foi criada a Sociedade de Psicologia do Rio Grande do Sul. Em 1960, a Associação Brasileira de Psicologia Aplicada, a Sociedade de Psicologia de São Paulo e a Associação Brasileira de Psicólogos criaram Comissões, que, reunidas, elaboraram um substitutivo ao projeto sobre formação de psicólogos que tramitava na Câmara dos Deputados.
   Merecem destaque também os seguintes eventos: o I Congresso de Psicologia, realizado em Curitiba, em 1953, organizado por Gabriel Munhoz da Rocha; no mesmo ano, realiza-se o Simpósio das Faculdades de Filosofia do país, ocasião em que foi proposta a criação de cursos de bacharelado, licenciatura d pós-graduação em Psicologia nestas faculdades; em 1955, ocorre o I Seminário Latino-Americano de Psicotécnica e , em 1959, acontece o VI Congresso Interamericano de Psicologia, promovido pela Sociedade Interamericana de Psicologia – SIP, sob a presidência de Emilio Mira y Lopez.
   A maior parte das referências relativas a eventos e associações aparece com maior frequência no período que vai de 1953 a 1962, o que é demonstrativo do grau de amadurecimento que a Psicologia foi conquistando ao longo do tempo no país, sobretudo porque tais dados são indicativos de atividades de organização e sistematização, tanto na área de conhecimento quanto da profissão.
  No dia 27 de agosto considerado o dia do Psicólogo atualmente foi instituído em 1962, quando foi aprovada a lei n. 4.119, que reconheceu a profissão de psicólogo, acompanhada de uma emenda que disponibilizava o curso superior de capacitação do profissional e fixava seu currículo mínimo. Esse acontecimento, no entanto foi precedido, de uma grande e dura luta principalmente pelo fato de que grandes partes dos médicos eram contra, a principal reivindicação era a proibição ao exercício da psicoterapia sem a graduação em medicina. Mesmo com a lei instituída esse problema não por ai, algum tempo depois surgiram projetos criados pelos deputados Kassab e Julianelli, que tentaram reaver a pratica clinica exclusivamente para os médicos, deixando os psicólogos apenas como seu auxiliar e sob sua tutela; isso gerou fortes reações da categoria, cuja organização conseguiu barrar o prosseguimento dos referidos projetos. Vez ou outra, porem, esse problema reaparece sobre diferentes formas.
   No mesmo ano de 1962, pela Portaria n. 227, o Ministério da Educação designou uma comissão de professores de Psicologia e de especialistas em psicologia aplicada para apreciar a documentação dos candidatos ao registro profissional de psicólogo, composta por Lourenço Filho (presidente) padre Antonio Benko, Carolina M. Borí, Pedro Parafita Bessa e Enzo Azzi. Essa comissão não deu inicio ás atividades, pois faltavam atos complementares da Lei. Em 1963, a nova portaria garantiu as necessidades legais e os trabalhos foram iniciados, mantendo-se os nomes da primeira comissão, com exceção de Enzo Azzi, que foi substituído por Arrigo Angelini. Nesse ano, a comissão recebeu 1.511 pedidos para registro profissional; no ano seguinte cerca de quinhentos pedidos foram ainda recebidos, em 1969, foi reaberto por mais sessenta dias o prazo para tal solicitação. Os profissionais que receberam o registro por meio dessa comissão constituem-se nos primeiros psicólogos legalmente reconhecidos, cuja formação superior fora obtida principalmente em Pedagogia e Filosofia.
   Nessa época, começou o período de ditadura militar, implantada a partir do golpe do 31 de março de 1964, que trouxe, entre tantos desastres e retrocessos a lei n. 5.540, mais conhecida como reforma universitária de 1968. No contexto dessa reforma começaram a proliferar Instituições de Ensino Superior – IES privadas no cenário da educação brasileira. Muitas dessas instituições foram criadas em condições acadêmicas precárias, oferecendo cursos que não necessariamente precisaria de grandes recursos financeiros.
   Os cursos de Psicologia não eram propriamente investimentos de baixo custo, mas dada a demanda de alunos, alguns artifícios poderiam ser utilizados para garantir sua rentabilidade.     Embora tais cursos necessitassem de laboratórios, estes não se constituíam em problema insolúvel, pois poderiam ser utilizados aqueles dos cursos de Biologia (geralmente já contido na instituição) e os laboratórios de psicologia experimental não eram caros, pois as suas instalações eram precárias, não passando de “pequenos cubículos com Caixa de Skinner simples”. O problema maior era o curso de Formação de Psicólogo é que deveria oferecer estágios supervisionados, além de uma clinica escola, com supervisores experientes para um numero reduzido de alunos.
   Com tudo a psicologia ainda teve dificuldade de aceitação pelos Pedagogos na atuação da psicologia escolar, nesse contexto, em que as criticas vinham de todos os lados, muitos psicólogos chegaram a negar a possibilidade da contribuição da psicologia dentro do aprendizado.
   Apesar de todos esses problemas, e justamente em função deles, a Psicologia conseguiu, nesse período, um desenvolvimento sem precedentes. Ainda que permeada por criticas de varias espécies, a Psicologia estabeleceu-se como profissão, ampliando gradativamente seu aspectro de ação e firmando-se como possibilidade de resposta a inúmeros problemas, inicialmente em seus campos tradicionais- educação, trabalho e clinica -, ensaiando e implantando mais tarde novas modalidades de intervenção como foram a psicologia comunitária, a psicologia hospitalar e a psicologia jurídica entre outras, que viriam a se consolidar e ampliar sua capacidade de responder às demandas antes não atendidas e a outras acarretadas por problemas sociais e emergenciais.
 Os problemas enfrentados pela Psicologia podem ser ilustrados pelas situações como precariedade da formação oferecida por muitos cursos de graduação, dispariedade entre o numero de formados e o numero de profissionais atuando na área, em contraposição à carência quantitativa e qualitativa de atendimento às demandas pelo trabalho profissional do psicólogo. Ademais, havia uma produção de conhecimento e de modalidades de ação com padrões de excelência, caracterizado pelo desenvolvimento de muitos projetos e pesquisas que pioneiramente apontavam para o potencial da Psicologia.
   A defesa da Psicologia como ciência e como profissão foi gradativamente ganhando contornos que superavam o corporativismo, buscando ampla participação na categoria na discussão dos problemas que envolviam, mas que não poderiam ser limitados à mera defesa de interesse. Sua compreensão implicava uma articulação da realidade social.
   A questão a ser enfrentada não era propriamente a defesa do mercado de trabalho, mas a busca de respostas ás demandas sociais que se empunham. É tarefa difícil ilustrar esse processo pois muitos são os grupos que para isso contribuíram. É possível dizer que as críticas feitas à psicologia pela própria psicologia foram os mais substanciais fatores para sua superação, o que pode ser considerado pelo aumento quantitativo e qualitativo de sua produção abrangendo a pesquisa, os campos de aplicação.
   O texto deixa clara a preocupação com a psicologia. Onde se busca arduamente explicações e matérias, onde possa se encontrar melhorias na área. Podemos observar que muitos profissionais se engajaram nesta busca, onde encontraram aspectos religiosos, psicológicos e educacionais. Observa-se também que a educação teve um papel importantíssimo e privilegiado nas publicações do período, com participação de vários autores. Também aumentou os estudos sobre psicologia infantil.
  As escolas normais eram importantíssimas a aplicar nos seus ensinos essa disciplina. Em 1940 nasce o projeto para formação de psicólogos. Em 1953 foi criada uma clinica psicológica e um curso de especialização em psicologia clinica com duração de três anos. No Rio de Janeiro o Instituto de Psicologia foi um dos pioneiros no ensino dessa disciplina.
 A psicologia tornou-se referencia em muitos outros cursos superiores. Órgãos governamentais patrocinaram cursos especiais de Psicologia. Foi grande a expansão do ensino de psicologia no Brasil nesse período, o que demonstra o prenuncio e a criação das bases para os futuros cursos dessa área, expressão da formação profissional em bases institucionais legais.
A partir dos anos 30 inicia-se o ensino formal de Psicologia em cursos superiores, com destaque para as seções de Pedagogia e Filosofia das FFCL. Em São Paulo, com a criação da USP em 1934, Lourenço Filho foi nomeado professor de Psicologia; essa instituição criou, pouco mais tarde, na seção de Pedagogia, a cátedra de Psicologia Educacional, incorporando o Laboratório de Psicologia da Escola Normal de SP e nomeando Noemi Silveira sua primeira catedrática, que, em 1954, seria sucedida por Arrigo Angelini. Em 1940 a FFCL começa a gestar um projeto para formação de psicólogos. Em 1946 foi criada a Universidade Católica de SP ano depois elevada a condição de Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.
“A distribuição das referencias por campo de atuação demonstra que, com exceção das produções psicológicas de caráter geral, a Educação é o campo que apresenta a maior quantidade de produção, mantendo de certa maneira a tendência já verificada no período anterior, embora seja evidente a ampliação dos campos de atuação do psicólogo em geral.”


quarta-feira, 11 de junho de 2014

Ensaio do Livro GO

   
O livro GO, do Autor Nick Farewell e um livro intrigante do começo ao fim, o personagem com todas suas falhas, defeitos e qualidades desperta ao leitor uma grande curiosidade, isso por que muitas vezes já passou ou se deparou com cenas e momentos extremamente parecidos. O leitor se sente alienado ao livro, não se inquieta até termina-lo de ler, pois através dele o leitor se depara com um mundo oculto, um mundo que o indivíduo somente no seu interior e em sua privacidade seria capaz de revelar algo assim.
   Isso pelo motivo de que devemos seguir nosso ego, uma moral para ser bem vista na sociedade. Oportunidades, amores, traição, superação, mentiras, caminhos e dúvidas... A história mostrando o tempo todo que apesar de tudo, a vida e complexa, assim como são as pessoas.
    A história é protagonizada por DJ Fahrenheit, (no livro não fala o nome dele) ele se revela como alguém solitário, mesmo vivendo cercado de pessoas. Fahrenheit é um homem que enquanto não chega ao capitulo final do livro que está escrevendo precisa solucionar um amor mal resolvido, o qual se sente extremamente angustiado. Sendo um grande “buraco” em seu peito.
   GO e um livro que vai além das palavras, por que sua leitura não e apenas uma historia prazerosa, mas uma história de mudança, uma história de superação pessoal. O livro é composto uma linguagem simples, sendo bem compreendida pelo leitor, utilizando-se de gírias e costumes de uma sociedade dotada de linguagem própria e coloquial.
   Utilizando-se de questões particulares e ocultas o autor demostra bem como é o lado “negro” das pessoas, onde ensina como falsificar bilhetes de passagem, e até mesmo colocando aspectos que demonstra pessoas que são viciadas em drogas, sendo que ate mesmo Fahrenheit e usuário. Uma frase que e muito interessante e chama a atenção em questões de superação e esta, Conformismo é uma das piores formas de morte em vida que você pode ter. Acomodar-se é muito mais fácil que tentar. Por isso quando menos esperar, você pode se deparar com a triste certeza de que o seu tempo já passou. Vale o mesmo para o desânimo. Portanto, tente. Uma, duas, dez, cem, mil, um milhão de vezes se for preciso. Mas tente. Até dar certo”.
   Neste livro uma das questões apresentada e a procura de a Fahrenheit pelo pai que o abandonou, e uma trajetória emocionante, que muda toda nossa prospecção sobre relacionamentos. Um dia aparece em seu apartamento embriagado um homem com uma pasta, dentro desta pasta esta a capa do livro que ele esta escrevendo, este homem e um ótimo desenhista, este home é seu Pai.
   No livro o autor apresenta questões que em nossa realidade seria difícil de resolver, mas na história em que se passa se torna fácil, são problemas e questões que são resolvidas facilmente, isso se refere à aceitação dele pelo pai dele, mas pelo que se percebe esta aceitação fácil se deve a carência de Fahrenheit por alguém familiar. Contudo nos da um conforto, sendo este de que devemos perdoar as pessoas que nos magoaram por algum motivo, pois através dela teremos mais e mais amigos e familiares.
   Demonstrando o significado da vida, da existência, do perdão, da superação, e do amor pelos nossos familiares, amigos, e também os conhecidos que de alguma forma são nossos amigos. Com a chegada de seu pai, ele é impulsionado a escrever mais, e então termina o livro. Algumas semanas antes do lançamento de seu livro ele visita Ginger, sua ex-namorada, e a convida para o lançamento de seu livro. Com suas palavras da para perceber que ela faz uma grande constatação ao dizer que ele tinha encontrado um motivo para viver.
   Algumas frases perfeitas, que o autor escreve que nos fazem pensar em superação são (Dizem que a vida é cheia de altos e baixos. Mais baixos que altos, mas quando tudo estiver ruim, lembre-se destas duas letras que formam uma palavra: GO. Vá. Vá em frente. Escreva, desenhe, pinte, fotografe, dance, costure, atue, cante. Portanto, quando tudo estiver ruim, lembre-se destas duas letras que formam uma palavra. GO. Vá. Vá em frente. Apenas faça.”), (“Conformismo é uma das piores formas de morte em vida que você pode ter.”), (“Mesmo que nossos caminhos não voltem a se cruzar, a partir de hoje estaremos na mesma estrada.”). São poucas as que foram apresentadas neste trecho, mas já bastam para demonstrar a essência de belas palavras em nossa vida. Com elas bastam apenas à reflexão e a atitude de jogar os escritos para nossa realidade.

   Para resumir, o Livro GO é perfeito, através dele podemos mudar nossas atitudes, esquecer um pouco a vida de repressão, e ver que mudanças são possíveis, com ele temos uma boa leitura, sendo ela calma, de conhecimento e de relação entre o leitor e o meio em que a história está sendo passada.

A importância do ato de escrever no ensino da língua portuguesa.

Existem muitas pessoas que tiveram o ensino fundamental e médio, e não conseguem ainda escrever corretamente, isso está acarretando um serie de problemas, pois, estão entrando no ensino superior tendo muitas dificuldades.Sendo que devemos dominar a gramática, e escrever de forma clara e coesa as ideias que temos, afim de quem ler possa ter entendimento suficiente para compreender o que foi dito. Podemos observar também que a grande deficiência existente em muitos, vem decorrente do pouco hábito de leitura, pois, se lermos muito iremos absorver muita informação, e nossa mente ficará repletas de novos conhecimentos, facilitando então uma dissertação.A leitura também tem a função de organizar as informações adquiridas ao longo dos anos, tendo uma boa leitura iremos saber separar e distinguir um conjunto de informações que estão sendo passadas.Os principais erros em redação são a pontuação, concordância, regência, e pronome. No exercício profissional, com a globalização, o mercado de trabalho torna-se cada vez mais exigente e apenas absorvem aqueles que forem qualificados em vários sentidos, sendo que saibam planejar, executar e divulgar seu trabalho. E nada melhor para expor as ideias, os projetos, divulgar pesquisas e propor negócios através da modalidade escrita.A língua portuguesa na forma escrita já sofreu uma serie de mudanças ao longo dos anos, mas nos tempos atuais mais do que naquela época deve se repensar o papel da língua nas universidades, afim de que se possa ter um profissional ciente das questões gramaticais que envolvem um texto, e apto a escrevê-lo com coesão e coerência. As questões gramaticais devem por excelência ser passadas para todos os que estão dispostos a compreendê-las, afim de que se possa ter um bom profissional, profissional este, que esteja apto a lidar com qualquer tipo de situação que envolve a gramática. Esta questão e muito abrangente, pois muitas vezes as universidades fazem seu papel no ensinamento do aluno, mas na realidade e o aluno que não se importa em receber este conhecimento, tendo então um desligamento de todos os métodos de ensino que estão disponíveis a ele. Ou seja, na maioria das vezes o culpado são os próprios alunos, pois, não estão interessados em adquirir este conhecimento que esta disponível a ele.

domingo, 8 de junho de 2014

O Acesso a Eventos Encobertos na Pratica Clinica: Um fim ou Meio

 
  Neste texto vemos a discussão sobre o termo “comportamento encoberto” ele vem sendo usado por toda uma comunidade de terapeutas e pesquisadores comportamentais como sinônimo de uma ação que ocorre  “ dentro da pele” de um organismo. Dando a entender como resposta mas se rebate  a um comportamento que  é uma relação entre estimulo e resposta.
   Quando um terapeuta comportamental refere-se á resposta encoberta pode ser também, chamadas de emoções ou sentimentos, ou pensamento, raciocínios, ideias, regras descrições, etc. Skinner aponta razões, absolutamente cabíveis para explicar o que vem ocorrendo na terapia comportamental que se utiliza da investigação acerca dos sentimentos das pessoas em determinadas situações.
    Muito do nosso comportamento é reforçado por seus efeitos sobre os outros, e será presumivelmente mais reforçado se o efeito for claro. Com Skinner também encontra- se como somos capazes de justificar as nossas perguntas a respeito de eventos encobertos. Com esta liberação á maior amplitude na dimensão humana do tratamento clinica, o terapeuta comportamental tem como resultados de perguntas simples como-  o que você sente ou pensa quando...?  Várias informações sobre contingência em operação quanto  uma relação terapêutica com seu cliente mais acolhedora. Contudo vem a questão de como lidar com os eventos encobertos Skinner   sintetiza em  “ não é o comportamento que importa, mas como a pessoa se sente quanto a seu comportamento”.
    No processo de ajudar a pessoa a agir de forma mais eficaz, a primeira tarefa será aparentemente modificar-lhe a maneira de sentir e assim a maneira de agir, mas um programa mais afetivo será mudar-lhes a maneira de agir e assim, incidentalmente, a de sentir. Na análise behaviorista, conhecer outra pessoa é simplesmente conhecer o que ela faz, fez ou fará bem como a dotação genética e os ambientes passados e presentes que explicam por que ela faz. 
   Para Skinner perguntar sobre os eventos encobertos pode ser um meio para obtermos informações a respeito das contingências nas quais o individuo está inserido, mas jamais será um fim. Eles não explicaram a conduta do individuo. A uma possibilidade de planejamento de in
   A análise leva á uma investigação de eventos com antecedentes do tipo:  “O que  costuma comer?. Consequentes, tais como: “ O que acontece? Estas informações levam a uma análise externa lista e ai sim a uma possibilidade de planejamento de intervenções. Um terapeuta que se proponha a utilizar o referencial behaviorista radical deve obter da pessoa os dados que lhe permita fazer uma intervenção ambiental. Sem esses dados não pode parar a investigação, estará no meio dela.
   Outro ponto levantado no texto é o papel dos modelos experimentais na investigação clínica uma área pouco conhecida pelos terapeutas  comportamentais , em geral clínicos não costumam se interessar por   estudo de pesquisas básicas mas é nela que se encontra pistas necessárias para utilizar as respostas  verbais dos  clientes a respeito de seus  eventos privados.
   A comunidade tem um papel predominante sobre a aprendizagem tanto  em relatos  verbais desse  evento , quanto as auto observações podendo desta forma questionar a validade do procedimento de obtenção de dados através dos relato verbal.
 Pontuando quanto ao esquemas intermitentes de  reforçamento temos a razão entre respostas e reforços é favorável, atribui- se o comportamento comumente, zelo, diligencia ou ambição, determinação, obstinação, persistência ou perseverança, excitação ou  entusiasmo, dedicação ou compulsão. São  variadas as formas de obter explicações contingenciais para os sentimentos e emoções  relatados pelos clientes devido a possibilidade  de  perguntar a respeito de eventos encobertos.